Albufeira vibrou com mais um Festival de Artes


Reza a tradição que março é mês de Festival de Artes Infantil e Juvenil de Albufeira e a final da 15ª edição, disputada no dia 18, foi um espetáculo verdadeiramente digno de se ver, com 20 concorrentes, individuais e em grupo, divididos em duas categorias etárias, a fazerem as delícias do público que esgotou o Auditório Municipal de Albufeira.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Depois das eliminatórias realizadas nos dias 4 e 11 de março, a grande final da 15ª edição do Festival de Artes Infantil e Juvenil de Albufeira encheu por completo o Auditório Municipal da cidade capital do turismo algarvio. Foi, sem dúvida, uma tarde repleta de talento, em alguns casos mesmo de uma qualidade impressionante, ainda mais se pensarmos que os jovens que subiram ao palco tinham idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos. Foram autênticos diamantes aqueles a que tivemos o privilégio de assistir, alguns ainda por lapidar, outros já num nível altíssimo, os chamados génios, virtuosos, todas as palavras são poucas para os descrever.
A iniciativa promovida há década e meia pela Câmara Municipal de Albufeira é de louvar, afirmando-se como uma montra do melhor que existe na dança, canto e música, nesta faixa etária, no Algarve, já que os concorrentes chegam de todos os pontos do sotavento e do barlavento, do litoral e do interior. Prémios monetários existem, claro, para os três primeiros classificados em cada categoria – dos 6 aos 11 e dos 12 aos 17 anos – mas o dinheiro é quase secundário, uma simples ajuda para prosseguirem os seus estudos, a confirmação de que estes jovens têm talento e de que devem ser acarinhados, uma motivação extra para as famílias continuarem a despender parte do orçamento com a formação artística dos seus filhos.
E eles merecem, todos aqueles que passaram pelo palco do Auditório Municipal de Albufeira no dia 18 de março, mas também muitos daqueles que ficaram pelo caminho nas duas meias-finais, porque, nestas coisas de concursos, por vezes a diferença é ditada por pequenos pormenores e não ir à final não significa que não se tenha talento. Na hora da verdade, apenas 20 concorrentes podiam disputar a grande final e, desses, apenas havia prémios monetários para os três primeiros de cada vertente, se bem que, no escalão dos mais velhos, tenham existido, este ano, dois segundos classificados. 
Nos mais pequenos, dos 6 aos 11 anos, a competição começou com três violinistas provenientes de Faro, Lana Petrova, Leonor Sampaio e Sofia Rushnyazeva, que interpretaram uma dança inglesa folclórica e o Coro dos Caçadores de Weber. Seguiu-se um miúdo da casa, nove anos de idade, Tiago Mendes, ao piano, com a particularidade de não saber ler pautas, apenas toca de ouvido. Tocou «River Flows in You» e «Nuvale Bianche», mais uma vez fantástico, e a plateia irrompeu em aplausos no final da sua prestação. No canto apresentou-se Maria Cardoso Revez, olhanense de 11 anos, que trouxe o hit «Diamonds» de Riahnna. De volta ao piano, mais um jovem que toca de ouvido, irreverente do alto dos seus nove anos, Pedro Rebelo, olhanense, que tocou «Tarantella» de William Gillock e «Toccatina» de D. Kabalevky. 

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