Marchas Populares voltaram a encher o Calçadão de Quarteira


As celebrações dos Santos Populares no Concelho de Loulé arrancaram, na noite de 12 de junho, com as famosas Marchas Populares de Quarteira. Como é costume, o Calçadão voltou a receber milhares de pessoas para assistir ao desfile de seis marchas, sendo que a Rua da Cabine estava a representar Quarteira nas Marchas de Santo António, em Lisboa.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Reza a tradição que as celebrações dos Santos Populares no Concelho de Loulé tenham o seu momento alto no desfile das Marchas Populares de Quarteira e as expetativas foram novamente confirmadas, na noite de 12 de junho, com o Calçadão repleto de residentes e visitantes, uns portugueses, outros estrangeiros, desejosos de assistir às festas de Santo António.
Foi na década de 90 que a dedicação dos quarteirenses às Marchas Populares aumentou gradualmente e, em 1995, a APROMAR – Associação Promotora das Marchas Populares assumiu a organização do evento, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé e da Junta de Freguesia de Quarteira. O desfile depresse se tornou num espetáculo grandioso e bastante apreciado por milhares de turistas que se encontram de férias na região por esta altura do ano, por ser um cartaz etnográfico e uma importante manifestação da cultura popular desta antiga aldeia piscatória.
As Marchas de Quarteira são fortemente marcadas pela dedicação e bairrismo de todos os participantes e distinguem-se dos demais eventos do género que se realizam pelo país fora por decorrerem por altura dos três Santos Populares e por reunirem pessoas de várias gerações. Em cena estiveram, na noite de 12 de junho, seis marchas em representação das artérias e bairros da cidade, designadamente a Fundação António Aleixo, Florinhas de Quarteira, Rua Vasco da Gama, Rua Gago Coutinho, Rua do Outeiro e Poeta Pardal. Como reconhecimento do trabalho que tem sido realizado ao longo dos anos por estas Marchas, sobretudo no aumento da qualidade das coreografias, da criação musical e da elaboração dos trajes, a Rua da Cabine participou este ano nas Marchas Populares de Lisboa, na noite de Santo António, a convite da entidade que organiza o desfile lisboeta.
A primeira marcha a percorrer o Calçadão de Quarteira foi a da Fundação António Aleixo, que assinalou a diversidade cultural da cidade com o tema «Quarteira mostra-se ao Mundo», num um bailado multicultural de cores e ritmos que foi apresentado por crianças filhas de Quarteira e descendentes de outras nacionalidades. Bruno Guerreiro foi o Figurinista e o responsável pelos Arcos e Artes Plásticas. A confeção dos trajos esteve a cargo de Maria da Luz Ramos, Delfina Santana, Mizé e Cristina Madeira. Raquel Soares foi a madrinha e intérprete e Margarida Sousa foi a Porta-Bandeira. Já as mascotes foram Maria Leonor Pardal, Anita, Olesya e Vasco Lores. A letra e música forma da autoria de Sílvia Tomás, com orquestração de João Paulo Nunes. As ensaiadoras foram Regina Silva e Larisa Shumskaya, que também idealizou a coreografia.
Seguiram-se no Calçadão as «Florinhas de Quarteira», nascidas há 31 anos pela mão da irmã Rosa Santos. O grupo é constituído por 51 florinhas dos dois aos 19 anos e trouxe o tema «As Nossas Oliveiras». A organização foi de Ana Maria Cavaco. Lara Santos é a madrinha e Diana Alegre a Porta-Bandeira. A canção foi interpretada por Catarina Pimentel e teve letra e música de Isidoro Correia, com arranjos musicais de Nuno Balbino. A coreografia é da responsabilidade de Lara Santos, sendo os trajos confecionados pelo Atelier Fati. Palhó Madeira idealizou os Arcos, que depois foram construídos pela Câmara Municipal de Loulé.


A terceira marcha da noite foi a da Rua Vasco da Gama, que este ano levou ao Calçadão de Quarteira um pouco da tradição de Portugal sob o tema «Gentes da Minha Terra». Organizada por Arcelina Rocha, com colaboração de Soraia Simões e Isa Inácio, teve figurinos elaborados por Arcelina Rocha e Soraia Simões, que também fez as artes aplicadas. As costureiras de serviço foram Arcelina Rocha, os arcos são de Palhó Madeira e Olívia e a ensaiadora e coreógrafa foi Soraia Simões. A letra e música são da autoria de Isidoro Correia, com arranjos musicais de Nuno Balbino e interpretação de Teresa Viola e Pedro Viola. Alexandra Rodrigues foi a Porta-Bandeira.
A Rua Gago Coutinho trouxe ao Calçadão de Quarteira «As Noivas de Santo António», com organização de Berbardette Matos, Belinha Rilhó e Alexandre Afonso. Raquel Palma foi a Porta-Bandeira e os Padrinhos foram Xavier Anastácio e Tânia Martins. Os figurinistas são de Cláudia Matos e a criação e conceção dos trajos esteve a cargo de Felisbela Rilhó, Dona Pedrina e Olívia. Alexandre Afonso fez a letra e adaptação da música que também interpretou, com arranjos musicais e orquestração de Nuno Balbino. Cláudio Alegre foi o coreógrafo e ensaiador e os arcos foram construídos pela Câmara Municipal de Loulé.
Da Rua do Outeiro veio a marcha «Lendas do Mar», com organização de Vítor Rafael, Lúcia Rafael e Filipe Gonçalves. Os figurinos são de Lúcia Rafael e Maria José Rafael e a confeção dos trajes coube a Filomena Concepcion. Filipe Gonçalves e Lúcia Rafael tiveram a seu cargo a coreografia e os ensaios, enquanto a música e letra foram criados por Vítor Rafael, com arranjos musicais de Nuno Balbino, e interpretada por Lúcia Rafael. A Porta-Bandeira foi Susy Pires, Daniel Martins foi a Madrinha e os arcos foram construídos por Lúcia Rafael.
A noite terminou com a Marcha Poeta Pardal, com o tema «Sobre a Terra e Sobre o Mar», numa ideia original de Delfina Santana e organização de Delfina Santana e Gabriela Santana. A música foi interpretada por César Matoso, com arranjos de Nuno Balbino e letra de Eduardo de Morais e César Matoso. Gabriela Santana assumiu a coreografia e Delfina Santana a confeção dos trajos e dos arcos. Cátia Viegas foi a Porta-Bandeira, Gabriela Santana a Madrinha e Delfina Santana realizou também as artes plásticas e outras aplicações.

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