Cenas na Rua aquecem noites de Tavira


Nascido em 2005, o Festival Internacional de Teatro e Artes na Rua de Tavira «Cenas na Rua» é um dos principais certames do género levado a cabo em território nacional, não apenas pela sua duração, cerca de duas semanas, mas também pela variedade de espetáculos de diversas origens, direcionado para todos os públicos e idades. Este ano não é exceção e, no âmbito do programa cultural «Verão em Tavira», o «Cenas na Rua» volta ao terreno, de 2 a 15 de julho, com muitas novidades e alguns dos melhores grupos e projetos portugueses e internacionais.
Os espetáculos intimistas e visuais têm uma forte interação com o público e realizam-se normalmente no Pátio do Palácio da Galeria e na Praça da República. No dia 4 de julho, várias dezenas de pessoas juntaram-se no Pátio do Palácio da Galeria para assistir a «Mythos», do Teatro Extremo, um espetáculo de inspiração clownesca para toda a família e com interpretação de Bibi Gomes, Fernando Jorge Lopes e Rui Cerveira.
Trata-se de uma criação original, com direção artística de Joseph Collard, clown belga cofundador da companhia «Les Funambules» e que integra o elenco do espetáculo «Ovo» do Cirque du Soleil. Na génese da ação está uma conferência sobre a Mitologia, com os personagens a fazerem uma «viagem», em tom de comédia, em demanda da curiosidade e da imaginação universal, glosando os mitos universais e urbanos para expor a condição humana na nossa sociedade contemporânea.
No dia seguinte foi a vez de centenas de pessoas vibrarem, na Praça da República, com o «Vincles» do Circ Bover, de Palma de Maiorca. Os espanhóis conceberam este espetáculo de circo contemporâneo quando celebraram, em 2015, a primeira década de existência como companhia e, a partir de simples canas de bambu, conseguem transmitir a elegância e técnica das artes circenses numa montagem totalmente diferente. Os elementos cénicos transformam-se com as emoções, surgindo diferentes números de circo que demonstram ao público como, partindo do essencial, de elementos simples, se pode chegar à sofisticação artística e técnica.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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