Rota da Seda esteve em evidência em mais um Mercado de Culturas … à luz das velas


Lagoa foi palco, de 6 a 9 de julho, de mais uma edição do «Mercado de Culturas… à luz das Velas», desta vez subordinado ao tema da «Rota da Seda». A ação voltou a concentrar-se em redor do Convento de S. José e não faltaram atividades culturais, animação musical e gastronomia para todos os gostos.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

De 6 a 9 de julho, o Convento de São José, em Lagoa, e as ruas circundantes foram o epicentro do «Mercado de Culturas… à Luz das Velas», com mais de 50 artesãos de várias culturas e religiões a conviverem em harmonia e a mostrarem aos milhares de visitantes as suas tradições, sabores e artes. O tema central da quarta edição foi a mítica «Rota da Seda», que ligava o ocidente e o oriente e que continua a ser recordada como um dos grandes percursos comerciais de sempre e um palco de importantes contactos entre civilizações.
Ao longo de quatro dias, entre as 19h e a 1h, estiveram patentes ao público, no Convento de São José, três exposições de fotografia: «Novo aspeto da Rota da Seda – China», da Embaixada da China; «Síria, Egito e Jordânia», de Pedro Barros; e «Retratos do Oriente», de Robson. Os visitantes puderam também contemplar uma mostra de instrumentos tradicionais da China. No exterior, a música e a dança estiveram em grande destaque, com a participação de diversos grupos de diferentes géneros e procedências: Lu Yanan e Nanyin (China), Yaran Ensemble (Pérsia – atual Irão), Raul Sengupta (Índia), Emilio Villalba (Espanha) e Al-Bashirah (Síria, Turquia e Egito).
Um dos pontos altos do evento foi a presença de um dragão e de um leão chinês, que deambularam pelas ruas do Mercado de Culturas. Mas também houve oficinas diárias de dança tradicional da Pérsia e Arménia e uma oficina para crianças com meditação e conto de estórias, para além de um Espaço de Terapias Zen, um Jardim Zen e uma exposição de árvores Bonsai. Este ano, a área de animação contemplou ainda uma zona chillout com o Dj Charlie Spot e as suas «Silk Road Night Sessions».
A gastronomia é um vetor fundamental deste tipo de certames e os claustros do Convento São José transformaram-se num verdadeiro restaurante de fusão de sabores da «Rota da Seda». E todos os dias se procedeu ao acendimento de milhares de velas, com as quais foram desenhados os símbolos das diferentes culturas e religiões da velha «Rota da Seda», num espetáculo de enorme beleza visual que cativou os visitantes. Entre a multidão de visitantes estava Francisco Martins, presidente da Câmara Municipal de Lagoa, que prontamente enalteceu a articulação com a Embaixada da República Popular da China. “Estamos a ouvir um grupo interpretar música chinesa que é património imaterial da humanidade, tal como é o nosso Fado e o Cante Alentejano, temos exposições que estão patentes pela primeira vez no Algarve e em Portugal, artesões que vieram propositadamente da China para participar no evento, para além de uma partilha de conhecimentos que foi essencial para o «Mercado de Culturas» ter esta autenticidade”, destacou o autarca lagoense.