O «Oculista de Albufeira» é um projeto 100 por cento
português e cujo conceito é uma resposta ao novos clientes que emergiram da
crise que se instalou em Portugal nos últimos anos, ou seja, mais informados no
que toca às lentes e armações que desejam e pouco propensos a pagar as quantias
exorbitantes de outros tempos. “O mercado mudou por completo desde 2008 e não
somos nós que vendemos barato, são os outros que vendem caro”, frisa o
empresário Alexandre Freitas.
A primeira fábrica de óculos do Algarve está associada ao
Grupo HPA – Hospitais Particulares do Algarve, mais uma evidência de que a
ideia de que o barato não é bom está completamente errada. Quanto a lojas, está
atualmente presente em Albufeira e São Bartolomeu de Messines, mas encontra-se
em andamento a criação de uma rede de franchising para que qualquer ótica
interessada possa aderir ao novo conceito. “O «Oculista de Albufeira» surgiu em
2009, a fábrica de lentes está sedeada em Lisboa e a de armações no norte de
Portugal. Só trabalhamos com criadores nacionais, com estilistas e modelos
portugueses, todo o acabamento e finalização das lentes é realizado no nosso
território, o que fez com que as melhores marcas de lentes se tenham também associado
a nós”, revela Alexandre Freitas.
Um conceito que não passa exclusivamente pela venda dos
óculos, mas também pelas próprias consultas de oftalmologia, feitas nas
unidades do Grupo HPA, tudo pelo valor de 199,99 euros (lentes progressivas),
ou 98,99 euros (lentes longe ou perto) ou seja, pela quantia que, há alguns
anos, era gasta apenas na armação dos óculos. “Temos uma variedade de duas mil
e 500 armações e utilizamos uma lente de última geração, free form, totalmente adaptável a cada cliente, à sua graduação e
ao seu rosto. É um produto a baixo custo, mas com uma qualidade bastante acima
da média”, sustenta o empresário.
Alexandre Freitas reconhece, contudo, que não é fácil
combater a mentalidade de que o barato é de menor qualidade, mas a verdade é
que a política do «Oculista de Albufeira» não passa por lucrar com os problemas
de saúde dos seus clientes. “Preferimos ganhar pouco, mas muitas vezes, do que
ganhar muito, mas apenas em algumas ocasiões. Por isso, os nossos clientes
chegam desde o norte do Alentejo até Vila Real de Santo António, Aljezur ou
Vila do Bispo. Até dos Açores já nos apareceram clientes”, indica.
Mais apreensivo fica o entrevistado quando se aborda a
questão dos profissionais que trabalham nas óticas em Portugal, sobretudo por
se estar a falar em saúde publica. “Os nossos profissionais são todos
credenciados e reconhecidos pelas entidades competentes e esperamos que, com a
nova legislação da Entidade Reguladora da Saúde, desapareçam os «trapaceiros»
que existiam neste mercado. Aquelas pessoas que se intitulam «doutores» sem o
serem, os técnicos que, antes, vendiam outro tipo qualquer de mercadoria e hoje
fazem óculos”, avisa Alexandre Freitas. “Espero que o Governo tenha mão pesada
para estes infratores e para alguns indivíduos que cometem erros cruciais com a
saúde das pessoas. Há casos de pacientes que entram numa consulta com princípio
de glaucoma e vendem-lhes óculos de lentes progressivos, situações que não
podem continuar a acontecer”, critica o responsável do «Oculista de Albufeira».

