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Depois do sucesso em 2017, LUZA Festival subiu ainda mais a fasquia na segunda edição

Depois do sucesso em 2017, LUZA Festival subiu ainda mais a fasquia na segunda edição


O Algarve International Festival of Light, ou LUZA Festival, foi um dos maiores sucessos do «365 Algarve» na temporada 2017/2018, com cerca de 30 mil espetadores a apreciarem as instalações espalhadas um pouco por toda a cidade de Loulé, daí que as expetativas para a segunda edição do evento sejam grandes. E já não é preciso esperar muito, uma vez que esta produção do ByBeau Studio e da Eventor’s Lab está de regresso, de 1 a 3 de novembro, mais uma vez com apoio da Câmara Municipal de Loulé e do «365 Algarve», programa cultural conjunto das Secretarias de Estado do Turismo e da Cultura.

O LUZA vai manter algumas iniciativas da edição anterior, como a fantástica «Torch Light Parade» logo a abrir o festival, um momento em que público e artistas se juntam numa caminhada desde o Santuário da Mãe Soberana até ao centro da cidade, numa marcha que mantém o seu cariz social, uma vez que toda a importância arrecadada com a aquisição das tochas iluminadas será doada a uma instituição social do concelho de Loulé. E esta será, de facto, a única despesa que os espetadores terão ao longo dos três dias de evento, uma vez que o acesso a todas as instalações é gratuito. 




Quanto a novidades, também existem, claro. Assim, no dia 2 de novembro terá lugar o LUZA Kids – Lumo meets Precious Plastic, uma demonstração direcionada para as escolas com transformação do plástico em peças artísticas. Após a abertura das instalações, este espaço estará aberto ao público, bastando trazer tampas ou mesmo garrafas de plástico limpas. No mesmo dia realiza-se o workshop «Introdução à arte Light Painting Photography», com Kim Von Coels e Phill Fisher, com ponto de encontro na Galeria ArtCatto. Também de Kim Von Coels se poderá assistir à exposição «See the Light», sobre Light Painting. Já do projeto LUZA LAB serão apresentadas duas obras: «Box Light», de Filipa Cruz (França/Portugal); e «Memória Sonora», de Nuno Mika (Portugal).

Mas há muitos mais artistas em ação, nacionais e estrangeiros, oriundos de países como Portugal, Espanha, Escócia, Eslovénia, México, França, Alemanha, Rússia e Áustria. E todos eles deverão marcar presença, no dia 3 de novembro, na conferência «Working with Light», no Cine-Teatro Louletano. Perante tudo isto, não foi de admirar o sorriso de antecipação com que Beau McClellan nos recebeu no seu estúdio, mesmo do outro lado da rua do Cine-Teatro Louletano. “O ano passado já tivemos grandes artistas, mas este ano quisemos elevar ainda mais a fasquia, porque as pessoas já sabem o que é um festival de luz. Procuramos conceitos mais contemporâneos, avantgarde, mas, sobretudo, que permitam uma maior interação com o público. Foi um dos aspetos que mais se destacou, em 2017, a vontade das pessoas fazerem parte das instalações, dos produtos artísticos”, explicou um dos mentores do evento. 


O escocês de nascença mas residente no Algarve há várias décadas começou logo por chamar a atenção para o evento especialmente dirigido para os mais novos, o LUZA Kids, que procura sensibilizar as novas gerações para as questões da sustentabilidade ambiental. “Nós temos feito muita porcaria e precisamos da ajuda das crianças de hoje, que serão os homens e as mulheres de amanhã, para tentar resolver os problemas que criámos. Vamos ter um equipamento que transforma garrafas de plástico e tampas em pequenas peças que podem ser depois usadas para se montar uma escultura e, após terminar o festival, a máquina vai ficar na posse da câmara municipal para realizar mais iniciativas semelhantes nas escolas”, revela Beau McClellan.

Outro aspeto que estará em foco, no II Luza Festival, é o maior envolvimento da comunidade local no evento, que se constata, em primeira instância, pela participação do Loulé Criativo e Loulé Design Lab. “Há muito tempo que luto para se trazer cada vez mais cultura para o Algarve e noto que o público, agora, está mais aberto a estas iniciativas. Existem alguns festivais de luz em Lisboa e Sintra e ali é muito mais fácil reunir-se os patrocínios necessários para se organizar um evento desta qualidade e dimensão. Nós temos um imenso apoio financeiro da Câmara Municipal de Loulé e do «365 Algarve», mas não era suficiente, tivemos que arranjar outros patrocinadores”, reconhece o artista, aproveitando para agradecer o contributo da Euroligistix, do Conrad Hotel, da ELECTROOHM, da Interior Design by Maria Raposo e da French Gourmet, a que se juntaram, enquanto parceiros, a Galeria ArtCatto, a Casa da Empreita, o Loulé Design Lab e o 11 da Villa. 


LUZA Festival que até foi uma ideia de Ana Fernandes, da Eventor’s Lab, tendo de imediato sido aconselhada a falar com Beau McClellan, um verdadeiro especialista mundial neste género de arte. “Eu trato da parte artística, ela da parte logística e burocrática e funcionamos em perfeita sintonia. Como estou habituado a fazer grandes instalações em todo o mundo, é fácil reunir um bom leque de artistas e a Ana também tem uma excelente reputação como organizadora de eventos desta categoria. E, quando se tem paixão por uma coisa, essa energia positiva passa para as outras pessoas”, garante o entrevistado, não poupando elogios ao Algarve International Festival of Light. “Noutros festivais internacionais é necessário percorrer grandes distâncias de automóvel ou autocarro entre uma instalação e outra, em Loulé tudo se faz a pé. Pelo meio do percurso paramos num bar, bebemos uma sangria ou um copo de vinho com os amigos, é fantástico”, descreve.

Um festival para abrir horizontes

Se um dos «problemas» da primeira edição do LUZA foi que, depois de se terminar o percurso pelas várias instalações, não havia uma continuidade, um local onde os participantes, seja público ou artistas, pudessem conviver em conjunto, tal ficou resolvido este ano, com «Old Town», «Marroquia» e «11 da Vila» a associarem-se ao festival e a dinamizarem uma after party em cada uma das noites do evento. Quanto ao percurso propriamente dito, implicou um planeamento rigoroso, esclareceu Beau McClellan. “Tivemos a preocupação de encontrar o artista certo para o local certo, não queríamos fazer um festival igual aos outros. Não nos limitamos a escolher os artistas e depois dividi-los pelos espaços disponíveis”, indicou. “Loulé é uma cidade especial e encontramos muitas coisas diferentes à medida que vamos percorrendo as suas ruas e avenidas. Sempre disse que Loulé tinha um potencial enorme, já temos bons restaurantes e bares, só faltam boutique hotels na cidade”, admite. 



Trajeto que é o mesmo do ano transato e, de acordo com Beau McClellan, pode ser percorrido em qualquer sentido, o importante é não deixar escapar nenhuma das instalações. “Vamos ter muitos mapas ao dispor dos visitantes e o meu conselho é que andem sempre com um na mão e, com uma caneta, vão logo marcando as instalações que já viram. Se não conseguirem ver todas numa noite, regressam na seguinte, porque são mesmos artistas de excelente nível e peças de arte incríveis”, assegura, com um sorriso.

A não perder promete ser também a conferência «Working With light», no dia 3 de novembro, entre as 15h30 e as 17h30, no Cine-Teatro Louletano. “Vão participar realizadores de cinema, arquitetos, artistas, profissionais que trabalham com luz natural e artificial, numa conversa informal que será, de certeza, super interessante. A light art é uma nova tendência e todos podem ficar a saber mais sobre ela neste LUZA. Em cada ano queremos ensinar algo diferente para inspirar os outros, para abrir novos horizontes aos visitantes, para lançar sementes para o futuro”, sublinha Beau, deixando o convite para quem estiver no Algarve, na próxima semana, rumar a Loulé para a segunda edição do LUZA Festival. “É grátis, educativo, uma forma fantástica de sair em família ou com os amigos. E queremos ter mais pessoas na Torch Parade, porque é um momento realmente único”.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina e LUZA Festival
Veja o programa completo em https://www.luzafestival.com/

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