Foi inaugurada, no dia 13 de julho, a obra da segunda fase do Parque Municipal de Loulé, que assim cresceu na zona norte, junto ao Skate Parque. “Um momento de grande alegria e satisfação”, descreveu Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, perante vários dirigentes desportivos e atletas do concelho. “Apesar das circunstâncias absolutamente excecionais, que são uma consequência da situação de saúde pública que vivemos, estamos aqui num dia maravilhoso, num espaço belíssimo, a celebrar mais uma obra pública”, reforçou o edil louletano.


Numa cerimónia singela, mas em que se mostrou bastante emocionado, Vítor Aleixo não poupou elogios a mais um projeto relevante em termos da criação de espaços para o lazer e para a prática de atividade física na cidade de Loulé, uma intervenção que pretendeu ampliar o «pulmão» da cidade em cerca de dois hectares na zona norte confinante com a Circular, onde se localizou em tempos o «Bairro de Santa Luzia». Um projeto da autoria do arquiteto Paulo Viegas, que foi também o responsável pela primeira fase, pelo que foi mais fácil alcançar-se uma continuidade funcional e conceptual, nomeadamente no que toca à rede de caminhos, segurança, acessibilidade plena, às redes de infraestruturas, ao mobiliário e aos ajardinamentos. “Quantas vezes é mal-entendido ou mal-interpretado o trabalho realizado pelo Departamento de Obras Municipais, mas, graças a eles, aqui estamos com mais uma obra pública municipal que está à disposição da comunidade louletana e de todos aqueles que nos visitarem. Um trabalho que é visível para todos, mas há o outro trabalho municipal invisível, aquele que prepara o futuro, de pensamento, de planeamento e conceptualização, que normalmente leva anos a conceber. Numa época em que se fazem juízos muito simplórios, tantas vezes injustos, é bastante duro ser autarca”, desabafou Vítor Aleixo.


Esta empreitada veio reforçar os equipamentos ligados à atividade física informal, ampliando as possibilidades de utilização por parte da população e aumentando a capacidade de resposta existente no parque. Deste modo, foi criado um relvado sintético, uma zona de street workout, uma pista de 100 metros com um pavimento em borracha mais amortecedora para os praticantes de corrida, uma plataforma para a prática de petanca e um campo com uma tabela de street basket, espaços que vêm enquadrar-se no compromisso com o desporto assumido pela autarquia louletana ao longo dos anos e na dinâmica desportiva que é uma imagem de marca deste concelho.


A intervenção passou igualmente pela plantação de mais árvores, dando uma estrutura tridimensional ao parque. Assim, arbustos e herbáceas foram colocados de forma a marginar limites, individualizar áreas e enquadrar esta ampliação do parque. Os trabalhos contemplaram também uma pequena bolsa de estacionamento com 60 lugares para automóveis, três lugares para autocarros e três lugares destinados a pessoas com mobilidade condicionada. Tudo isto envolvendo um investimento público de 1 milhão, 417 mil e 501,11 euros.


Vítor Aleixo recordou ainda que Loulé faz parte da Associação Internacional de Cidades Educadora e da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, para além de participar nos projetos europeus «Vital Cities» e «Healthy Cities», todos eles com uma filosofia inerente que se encaixa na perfeição com o Parque Municipal de Loulé. “Espaços destes permitem-nos mudar o paradigma da nossa vida coletiva. Vivemos muito encerrados em casa, em frente aos ecrãs, e comunicamos através das novas tecnologias e das redes sociais. Esta obra não surge do acaso, há aqui uma intenção política clara de valorizar o espaço público urbano, para que as pessoas se habituem a conviver, a conversar, a tocar-se, a rir, para que possam praticar exercício físico. O convívio é essencial à espécie humana e tem sido bastante desvalorizado nos tempos modernos”, defendeu o presidente da Câmara Municipal de Loulé. “Há coisas importantes na vida que é importante não perdermos, e passearmos e conversarmos uns com os outros são duas delas”, concluiu.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina