«Eco Ego» é o título da mais recente exposição de colagem da farense Lia Rodrigues, que está patente, no Instituto Português do Desporto e Juventude – Direção Regional do Algarve, em Faro, até 27 de fevereiro. A mostra reflete o trabalho que a artista de 30 anos tem vindo a desenvolver desde 2018 e pretende ilustrar a importância do transformar-se e ampliar-se na evolução do indivíduo, algo que, por vezes, fica de lado na submersão de contextos mais formais.
A retrospetiva evidencia a expressão de Lia Rodrigues numa altura em que o mundo atravessou uma pandemia global e atingiu elevados níveis de stress e burnout e uma alienação nunca antes vista, “podendo esta forma de arte ser um dos meios de acalmar o espírito, descansar a mente e fazer silêncio dentro de nós, para quem a experiencia ou contempla”, descreve a entrevistada, que começou a tirar o curso de Publicidade e Marketing na Universidade do Algarve, concluindo depois a sua formação superior em Lisboa. “A arte é uma forma de comunicação e a comunicação também pode ser uma arte. Quanto ao marketing, é 30 por cento cálculos, 70 por cento criatividade, está tudo relacionado”, entende.
Para Lia Rodrigues, todos nós somos artistas, simplesmente uns fazem disso a sua carreira profissional, outros um hobby, outros nem sequer dão continuidade a essa aptidão. “O meu conselho é nunca parar, porque a arte é a base da comunicação humana”, aponta a autodidata, que tem feito vida sobretudo na produção de eventos e a divulgar artistas menos conhecidos. E depois de ajudar os outros, a farense decidiu, finalmente, apostar na sua carreira, sendo esta a sua terceira exposição, depois de uma primeira em França e outra já em Portugal. “Até 2018 trabalhava sobretudo com pastel a óleo e pastel seco, acrílico, aguarela, carvão. Nesse ano estava em França, longe dos meus materiais, sentia necessidade de criar e foi assim que descobri a colagem”, recorda. “Antes, a arte era para mim um género de terapia, só agora é que começo a afirmar-me enquanto artista, a dar a conhecer esta minha faceta”.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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