Depois de um ano a celebrar Portimão através da arte, chega, no próximo domingo, dia 6 de abril, o momento de encerrar a programação artística criada pela Lavrar o Mar Cooperativa Cultural para o Centenário da cidade, num convite a revisitar o que foi vivido e, a partir daí, projetar os próximos 100 anos.
Nesta despedida simbólica, a chegada da Primavera será pretexto para o enterro da programação artística do Centenário, perpetuando-a no tempo e no espaço. Às 14h, junto a uma árvore plantada na Praça 1.º de Maio, que se deseja que venha a ser centenária, e ao som de música ao vivo, serão enterrados simbolicamente os materiais de comunicação da programação, deixando na cidade um testemunho do caminho percorrido. A partir das 15h, no Auditório do Museu de Portimão, Giacomo Scalisi, codirector artístico da Lavrar o Mar, fará um balanço de todo o trabalho desenvolvido, seguido de uma apresentação que reunirá mais uma vez as vozes do antropólogo Pedro Prista, do escritor Sandro William Junqueira, do filósofo Nélio Conceição, do artista Paulo Quaresma e da historiadora Maria João Raminhos Duarte, os mentores do «Laboratório do Pensamento», um dos projetos do Centenário, num diálogo sobre as múltiplas camadas da cidade e os caminhos para os próximos 100 anos.
E porque todo o fim é também um começo, seguir-se-á a apresentação de «Futuro a Cores», documentário do jovem realizador portimonense Jonas Canelo, que encerra a programação artística do Centenário de Portimão, com um olhar renovado sobre o que está por vir. Como gesto final, as fotografias da exposição «A Cidade Fala», de João Tuna, João Mariano e Filipe da Palma, que esteve patente nas janelas do Museu de Portimão, serão entregues aos seus protagonistas, num ato que celebra aqueles que deram rosto a esta homenagem artística à cidade.