Luís Encarnação tomou posse, no dia 31 de outubro, como presidente da Câmara Municipal de Lagoa, na qual tem maioria no executivo, para o quadriénio 2025-2029, com o PS a ter igualmente maioria na Assembleia Municipal. E no caderno de encargos constam importantes investimentos na habitação, na reabilitação das condutas de fornecimento de água ao concelho e na requalificação do espaço público, entre outros.

Os desafios são muitos, mas o cenário não amedronta Luís Encarnação, antes pelo contrário, “é uma forma de continuamos a pensar no concelho no presente e a projetá-lo para o futuro”. “Na Câmara, na Assembleia Municipal, nas Freguesias, estão reunidas as condições para trabalharmos em prol de Lagoa e dos Lagoenses e, no fundo, é para isso que existe o poder local. É para isso que as pessoas votam e é isso que os munícipes esperam de nós, que trabalhemos para promover, desenvolver e tornar cada vez melhor o nosso território e esse é o nosso compromisso. Iniciamos um caminho em 2021 e é esse trilho que pretendemos continuar a percorrer, sempre atentos aos novos desafios que surgem no dia-a-dia”, declarou o presidente de câmara em início de conversa. 

De facto, recuando até 2021, o executivo de Luís Encarnação definiu dois desígnios, a habitação e a água, e, nesta última área, já foram substituídas três condutas adutoras, construiu-se o Reservatório das Sesmarias, e outras obras foram concretizadas ou estão em andamento. “As condutas estavam obsoletas, sem condições, perdíamos imensa água, isto numa região onde a falta de água é um problema estrutural”, observa o entrevistado. “Construir habitação para os lagoenses é outra prioridade, aproveitando o PRR, mas a nossa Estratégia Local de Habitação não é apenas o 1.º Direito. Não construímos somente habitação social, mas também habitação a custos controlados, em particular para os jovens, e depois há que aproveitar a dinâmica dos privados, trabalhando com vários parceiros para que possam também construir habitação a preços acessíveis”, explica. “Lagoa tem a particularidade de ser muito apetecível para os interesses imobiliários, mas é preciso construir habitação a um preço a que os lagoenses, os algarvios, consigam comprar. Claro que vivemos do turismo, e no curto e médio prazo não vamos encontrar outra atividade que nos permita não depender só do turismo, mas é preciso haver um equilíbrio entre a habitação que se constrói para fins turísticos – unidades hoteleiras ou alojamento local – e aquela que se constrói para habitação permanente dos cidadãos, dos residentes. Os lagoenses têm que ser a parte mais importante desta equação.

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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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