Os primeiros três meses de funcionamento do renovado Teatro Municipal António Pinheiro confirmaram a sua centralidade na vida cultural de Tavira e da região. Com mais de 14 mil espetadores, desde a reabertura, muitos espetáculos esgotados e uma forte programação educativa dirigida às escolas, o Teatro recuperou a vitalidade e reafirmou-se como espaço de encontro, criação e fruição artística.
A programação de janeiro a março mantém uma linha de qualidade, diversidade e continuidade, reforçando a ambição de integração na Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses. Na música, destacam-se o Concerto de Ano Novo pela Orquestra do Algarve, dirigida pelo Maestro Martim Sousa Tavares, o Festival de Charolas, o fado de Kátia Guerreiro, Bárbara Tinoco, o Festival Al-Mutamid com o espetáculo Khaiji Quartet, a ópera La Bohème e o Concerto de Carnaval pela Orquestra Sinfónica Portuguesa do Teatro Nacional de São Carlos, no âmbito do protocolo com o OPART. Ainda «Entre Mares e Acordes», com o desafio lançado aos projetos de Tavira Fado Tropical e Osmose.
No teatro, sobressai «Catarina e a Beleza de Matar Fascistas», de Tiago Rodrigues, considerado um dos melhores espetáculos português, «Amigos da Treta», de José Pedro Gomes e Aldo Lima, «Baião d’Oxigénio», de e com João Baião, propostas de stand-up com Guilherme Duarte e Vítor Sá e a celebração do Dia Mundial do Teatro com a apresentação da oficina de teatro da Armação do Artista. Na dança, destaca-se «AmarAmália», da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.
A programação educativa mantém-se como eixo central, com propostas ligadas ao Plano Nacional das Artes e da Leitura, concertos pedagógicos, sessões para bebés e uma programação regular de cinema, essencial para recuperar e fidelizar públicos. Estará patente até 1 de fevereiro a exposição de fotografia REFLEXOS, que resulta da colaboração entre a CiM – Companhia de Dança, a Fundação Irene Rolo, a Banda Musical de Tavira e a D’Dance Company, no âmbito do espetáculo participativo Ponte Invisível, que cruza dança, música e cinema. São ainda apresentados os principais destaques de abril a junho, com especial relevo para «O Salvado», de Olga Roriz, «Viva La Muerte!», dos Mão Morta, «Guião para um País Possível», de Sara Barros Leitão e «O Jazz de Sebastião Leiria», por Desidério Lázaro, no Dia Mundial do Jazz.
