O Cineteatro Louletano assistiu, no dia 13 de dezembro, à mais recente produção do TAL – Teatro Análise de Loulé da Casa da Cultura de Loulé, intitulada «A Fábrica».

Num futuro distópico, os trabalhadores de «A Fábrica» estão presos a uma rotina implacável, onde o trabalho consome todo o seu tempo e não há espaço para reflexão ou fuga. A estabilidade do sistema começa a ser ameaçada quando um dos operários não aparece para trabalhar e falhas nas tarefas diárias começam a acontecer. A ordem, antes invisível, começa a ruir e o sistema, que parecia sólido, revela-se vulnerável.

É então que uma pessoa do exterior chega para anunciar que a revolução já está em curso, convidando os trabalhadores a juntarem-se ao movimento. Este convite força-os a confrontar a possibilidade de uma mudança radical e a questionar até que ponto estão dispostos a lutar pela sua liberdade e dignidade. À medida que a peça se desenrola, os trabalhadores vêem-se forçados a tomar decisões difíceis. A luta entre a segurança da rotina e o risco da mudança torna-se cada vez mais evidente, e cada um terá de decidir se está pronto para abandonar o sistema que sempre conheceu ou se vai continuar preso à sua condição.

Com Texto e Encenação de Rui Raposo, «A Fábrica» é interpretada por Maria Farinho, Rui Raposo, António Pinto, João Santos, Milene Alves Maria, Natalya Demina, Daisy Varela, Julieta Estibeira e Arminda Raposo. A peça foi contemplada pela Bolsa de Apoio ao Teatro – Cineteatro Louletano / Câmara Municipal de Loulé.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Jorge Gomes

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