Em 2026, São Brás de Alportel promete ser um ponto de encontro para a arte e a cultura, com um ciclo de exposições que abrange pintura, escultura, desenho, artesanato, artes visuais e património documental. Ao longo do ano, o público poderá explorar uma agenda diversificada num conjunto de espaços culturais do concelho, designadamente, a Galeria Municipal, o Centro de Artes e Ofícios e o Centro Museológico do Alportel, mas também o átrio do CineTeatro, o Oribá e uma diversidade de outras ofertas. O programa reúne exposições de artistas locais, regionais, nacionais e internacionais, bem como de associações e projetos coletivos, e foi apresentado, no dia 15 de janeiro, pela presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, e por Sónia Silva, coordenadora do Gabinete de Gestão Cultural e Eventos.
A Galeria Municipal inicia o ano com a exposição «Postais Ilustrados: Uma viagem pelo mundo e pela história» e continua com propostas que cruzam memória, experimentação artística, tradição e contemporaneidade, incluindo arte jovem, projetos de sensibilização ambiental e mostras inclusivas. No Centro de Artes e Ofícios, as exposições destacam a criação, saber-fazer e ligação às tradições, com iniciativas que promovem o diálogo entre a arte contemporânea e as heranças culturais, como a mostra «Traços do Sul – Criatividade, Inovação e o Prazer de Viver» e exposições de cerâmica, pintura e artesanato. Já o Centro Museológico do Alportel foca-se na valorização do património material e imaterial, com exposições sobre artesãos locais, pintura contemporânea, escultura e a identidade da região. Paralelamente, o átrio do São Brás Cineteatro Jaime Pinto continua a afirmar-se como um espaço complementar para pequenas exposições, ampliando a oferta cultural e dando visibilidade a novos artistas.
A Galeria Municipal recebe, ao longo de 2026, 13 exposições, a primeira das quais, em janeiro, é «Postais ilustrados: uma viagem pelo mundo e pela história», uma parceria com os Amigos da Filatelia que conta, como de costume, com o apoio dos CTT e que apresenta coleções raras e de prestígio. Em fevereiro, José Amândio Pereira traz «Perceções», com desenhos efetuados num iPad. Março é tempo de receber «Quil Sonhos» de Marie Line Decroix, artista belga que mostra as colchas que produz ao longo de meses a fio. A pintura chega, em abril, com «O fim de uma era» de Ana António Gill, mostra que marca um ponto de transição na sua trajetória artística. Como é costume, a arte jovem toma conta da Galeria Municipal em maio, com a sexta edição do «Artreve-te». José Manuel Belchior e Vítor do Carmo Lourenço chegam em junho com «São Brás de Alportel – Gentes e Memórias», uma mostra documental que já vai na sua quarta edição.
O segundo semestre de 2026 começa com «Pão e Vinho: a essência da cultura» de Corre Pé, uma exposição que celebra a cultura portuguesa através de dois dos seus alimentos mais emblemáticos. O projeto nasce de uma reflexão sobre as raízes culturais portuguesas, o gesto de partilhar, o valor simbólico dos alimentos e a espiritualidade que permeia a mesa.
Cláudia Martins, estudante de pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa, apresenta, em agosto, «Luciferasis» e, em setembro, mais pintura, desta feita de Maria de Deus, com «A originalidade da arte». Numa parceria com a «Águas do Algarve» é exibida, em outubro, «A água e o mar para mim», uma exposição de chapéus de chuva que nasceu de um desafio lançado às IPSS da região. Yvonne Rotgans e Jacqui Brinkhorst dão a conhecer, em novembro, «Na mistura», uma exposição de pintura e mosaicos 3D, e o ano termina com «A arte da diversidade» da responsabilidade da AAPACDM – Associação de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais.
Rumando ao Centro de Artes e Ofícios, 2026 começa com o trabalho da Associação de Criativos do Sul, que em janeiro e fevereiro mostra «Traços do Sul Criatividade», com trabalhos de desenho, pintura, fotografia e artesanato. Seguem-se, em março e abril, Helena e Nuno Barros, com «Superfície das memórias». O casal trabalha carvão e aguarela e descobriu recentemente a paixão pela pintura no azulejo e cerâmica. A pintura regressa, em maio e junho, com «Portas» de Carola Colley e, em julho e agosto, mais pintura, agora com «Traços de Arte» de Maria de Deus Alves. Andrea Fonseca é a senhora que se segue, em setembro e outubro, com «Pormenores do interior ao litoral», painéis artísticos de tecido criados numa harmonia entre a tradicionalidade, as cores e a sustentabilidade. A derradeira mostra do ano está a cargo da Associação Esfera Triunfante, com o artesanato de «Tradições que persistem».
Olhando para o Centro Museológico do Alportel, o ciclo de exposições arranca da melhor maneira, com artistas da casa, isto é, da Sociedade Recreativa Alportelense, que de janeiro a março levam ao espaço «Artes cá da Terra»». A mostra reúne seis artistas que trabalham madeira, empreita, palma, cortiça, renda e tecido. De março a maio, Ana Sota divulga a sua pintura com «Expressões da cor» e, de junho a agosto, também em pintura, surge «Reunião das artes: O lago das ninfas e os vestidos da MU» de Tatiana Silva. O programa de 2026 termina com Carola Collet e a exposição «Nós», de agosto a outubro, com esculturas de parede que exploram o nó como símbolo de união, proteção e plenitude.
Texto: Daniel Pina
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