Os diretores executivos da Orquestra do Algarve, da Filarmonia das Beiras e da Orquestra do Norte reuniram-se, no dia 7 de janeiro, no Porto, para um encontro dedicado ao alinhamento estratégico e à reflexão sobre os desafios atuais e futuros das orquestras regionais em Portugal. Apesar da sua designação regional, estas orquestras desenvolvem uma atividade regular de impacto nacional, com presença nos principais palcos do país e um papel central na vida cultural portuguesa. A reunião marcou o primeiro encontro com a presença simultânea dos responsáveis, já com o novo diretor executivo da Orquestra do Norte em funções.

O encontro permitiu a troca de perspetivas sobre questões determinantes para o setor, com destaque para a sustentabilidade das estruturas orquestrais, a valorização artística e o impacto cultural e social do trabalho desenvolvido. Os diretores executivos reafirmaram a centralidade da missão artística, cultural e educativa destas orquestras, cuja atividade contínua nas regiões se projeta de forma consistente no panorama cultural nacional.

Foi igualmente sublinhado o papel das orquestras regionais enquanto instrumentos de coesão territorial e de acesso democrático à cultura, garantindo a presença regular da música clássica junto de públicos diversificados em todo o território. Este trabalho, desenvolvido com elevados padrões de exigência artística, constitui um contributo decisivo para a formação de públicos, para a descentralização cultural e para a vitalidade do setor musical em Portugal.

O encontro realizou-se a propósito do concerto da Orquestra do Algarve, promovido pela Caixa Geral de Depósitos, apresentado na Casa da Música e dirigido pelo maestro Martim Sousa Tavares. Os responsáveis assistiram em conjunto ao concerto, que decorreu perante uma sala esgotada e uma audiência entusiasta, num dos mais emblemáticos palcos nacionais, evidenciando a qualidade artística e a maturidade do trabalho desenvolvido pelas orquestras regionais.

A iniciativa reforçou a vontade das orquestras regionais de aprofundar o trabalho conjunto e a cooperação estratégica, valorizando simultaneamente a sua implantação nas regiões e a sua presença regular nos principais palcos nacionais. Em conjunto, estas estruturas afirmam-se como agentes centrais do serviço público da cultura, com um impacto continuado e reconhecido na vida cultural portuguesa.