Quase 20 anos depois, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, o Ministério da Saúde, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Municípios de Faro e de Loulé deram, no dia 26 de janeiro, mais um passo decisivo para a construção do Hospital Central do Algarve. Numa sessão pública realizada no Parque das Cidades, que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, foi assinado o Acordo Estratégico para o Hospital Central do Algarve, entre o Ministério da Saúde (ACSS e ULS Algarve), a Associação de Municípios Loulé/Faro e os Municípios de Loulé e de Faro.
Tiago Botelho, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Algarve, não escondeu a alegria por mais este passo para a construção do novo Hospital Central do Algarve (HCA). “Esta infraestrutura permitirá prestar melhores cuidados, ter maior capacidade de resposta e condições de trabalho mais dignas e adequadas para quem cuida das pessoas”, referiu. “Durante muitos anos tornou-se evidente para todos nós que o Hospital de Faro, apesar do extraordinário empenho dos seus profissionais, deixou de reunir as condições necessárias para responder com a qualidade e a segurança exigidas às necessidades atuais da população algarvia, e também de todos aqueles que nos visitam ou escolhem esta região para viver. A sua substituição não é apenas importante, é absolutamente indispensável. Trata-se de uma decisão responsável, pensada a médio e longo prazo, e que coloca os cidadãos no centro do serviço de saúde”, declarou.
O Hospital Central do Algarve, que deverá estar concluído em 2031, “será um hospital moderno, pensado para o futuro, com uma dimensão e uma ambição à altura da região que serve”, adiantou Tiago Botelho. Contará, para tal, com 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 salas de parto e 80 postos de hospital de dia, além dos equipamentos de TAC, ressonâncias magnéticas nucleares, aceleradores lineares, entre outros, abrangendo várias especialidades médicas. Contemplará ainda resposta ao nível oncológico, incluindo os primeiros equipamentos públicos de radioterapia do Algarve e todo o diagnóstico e tratamento, incluindo o PET-TC. “Também não tenho dúvida de que o Hospital Central do Algarve permitirá atrair mais profissionais de saúde altamente qualificados, comprometidos com o Serviço Nacional de Saúde e com a missão de servir melhor os algarvios”, acrescentou.
Num momento que era também de agradecimentos, Tiago Botelho elogiou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, “por ter tido a coragem de abraçar este projeto, uma obra estruturante para a região, honrando assim o compromisso que o Primeiro-Ministro assumiu com os algarvios”. Agradeceu igualmente aos Municípios de Faro e Loulé “pela generalidade e visão estratégica demonstradas, não apenas na cedência de terrenos, mas também na consubstanciação do acordo assinado que permite tornar possível este projeto e sem, de facto, a sua colaboração, seria impossível de avançar”. “Também à Universidade do Algarve, que nos ajudará a acompanhar de forma rigorosa e cientificamente sustentada todas as fases deste projeto. E agradecer também a todos os profissionais da Unidade Local de Saúde do Algarve que diariamente garantem cuidados de saúde à população, muitas vezes em condições difíceis”, destacou o dirigente.
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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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