No momento em que se assinalam os 30 anos da morte do dramaturgo alemão, o Teatro de Ferro e a Alma d'Arame decidiram criar um espetáculo-visita-guerra-relâmpago ao universo de Heiner Müller. Fragmentos da sua poesia e do seu teatro animam corpos, espaços, objetos, máscaras e até marionetas em «Vidro Pantera – Estilhaços de Heiner Müller», que foi a cena, no Teatro das Figuras, nos dias 16 e 17 de janeiro. Um espetáculo onde aristocratas e ditadores, soldados, amantes, vivos e mortos, dialogam com figuras maiores da mitologia e da cultura europeia numa tensão este-oeste que Heiner Müller tão bem soube sintetizar.
«Vidro Pantera» é um espetáculo feito de estilhaços, de pedaços de textos, e neste caminho entrecortado e caleidoscópico acabamos por descobrir um Müller que é simultaneamente autor e ator nos dramas que escreveu e que viveu. Inquietante do princípio ao fim, com encenação de Igor Gandra, cenografia de Amândio Anastácio e música de Carlos Guedes, «Vidro Pantera – Estilhaços de Heiner Müller» é interpretado por Guilherme Vieira, Mariana Ferreira, Matilde Gandra e Rui Oliveira e pela cantora Catarina Perdigão. É uma cocriação e produção do Teatro de Ferro e Alma d'Arame, com coprodução do Teatro das Figuras. A Alma d’Arame e o Teatro de Ferro são estruturas financiadas pela República Portuguesa/Cultura, Juventude e Desporto, Direção Geral das Artes.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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