A forte agitação marítima das últimas semanas voltou a engolir parte da Praia do Forte Novo, em Quarteira, mas a imagem de destruição deixada irá dissipar-se na época balnear que se avizinha, já que, no dia 12 de janeiro, arranca a intervenção da alimentação artificial de todo o areal, no troço compreendido entre Quarteira e o Garrão, no concelho de Loulé. A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, esteve no local no passado sábado para homologar o contrato desta empreitada que permitirá suster a erosão costeira que aqui se tem verificado ao longo dos últimos anos.
Depois de uma última intervenção no ano de 2010/11, os trabalhos de enchimento pretendem agora mitigar a erosão das arribas arenosas e a proteção da linha de costa numa extensão de 6,7 quilómetros, numa intervenção que fará com que a praia cresça 40 metros. “O que é normal, a cada 10 anos, é colocar aqui 1 milhão de metros cúbicos de areia, mas este ano vamos aumentar para 1,4 milhões, um resultado adicional muito relevante para termos 10 anos de sossego, permitindo que esta erosão seja estabilizada”, explicou o presidente da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado.
Trata-se de um investimento financiado pelo Programa Sustentável 2030, e que estará concluído até ao início da época balnear. O responsável da APA rejeitou tratar-se de um prazo demasiado ambicioso para a execução da obra, explicando que parte desse tempo destina-se à instalação do estaleiro e trabalhos preparatórios, sendo que os trabalhos de enchimento propriamente ditos demorarão apenas dois meses. Isto porque será usada uma draga de alta performance que ajudará a acelerar o processo.
A Ministra do Ambiente e Energia relevou a importância deste investimento, reconhecendo trata-se de uma costa muito sensível. “Neste Ministério temos como principal lema executar obra. Temos muitas obras atrasadas, que demoraram anos, que se arrastaram, e é importante resolver os problemas. Toda esta área até ao Garrão tem uma praia lindíssima e é obrigação do Governo resolver esta questão. Temos financiamento, temos que ultrapassar a dificuldade dos procedimentos administrativos. O construtor já nos garantiu que, quando começar o bom tempo, poderão vir para esta praia”, afirmou Maria da Graça Carvalho. Em complemento a esta obra, a responsável governamental adiantou ainda que “muito em breve”, irá avançar também a intervenção nos esporões, existindo já o projeto e a autorização ambiental para essa intervenção que irá ajudar a retrair o impacto do mar e reduzir a erosão costeira.
Além da realimentação, também a intervenção nos esporões e respetivos estudos arqueológicos foram precedidos de um Estudo de Impacto Ambiental elaborado pelo Município de Loulé. Esta ação integra uma estratégia mais ampla de defesa do litoral algarvio. Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, falou da importância do planeamento para evitar que estas situações se repitam no futuro. “Estamos preparados para planear antecipadamente o próximo ciclo, até porque falamos em 10 anos, mas tudo depende das intempéries e da natureza. Vamos estar atentos, e o Ministério terá todo o apoio da Câmara de Loulé para a próxima intervenção”, assegurou o autarca, realçando o bom entendimento e total disponibilidade para colaborar com o Governo.
Além da realimentação, também a intervenção nos esporões e respetivos estudos arqueológicos foram precedidos de um Estudo de Impacto Ambiental elaborado pelo Município de Loulé. Esta ação integra uma estratégia mais ampla de defesa do litoral algarvio. Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, falou da importância do planeamento para evitar que estas situações se repitam no futuro. “Estamos preparados para planear antecipadamente o próximo ciclo, até porque falamos em 10 anos, mas tudo depende das intempéries e da natureza. Vamos estar atentos, e o Ministério terá todo o apoio da Câmara de Loulé para a próxima intervenção”, assegurou o autarca, realçando o bom entendimento e total disponibilidade para colaborar com o Governo.

