A criatividade é um dos traços mais marcantes que distinguem o ser humano. É através dela que transformamos ideias em realidade, que inovamos e encontramos soluções para desafios complexos. O sucesso, pessoal ou profissional, está profundamente ligado a essa capacidade única de imaginar, criar e reinventar o mundo à nossa volta.

A palavra criatividade carrega um poder imenso. Deriva do latim «creare», «dar existência», «gerar algo novo». É a capacidade humana de transformar o nada em algo, de fazer emergir o inédito e o inesperado.

Vivemos uma era de transformações profundas, impulsionadas pela tecnologia, pela inteligência artificial e pela crescente abundância de conhecimento disponível na internet. A informação, que outrora era privilégio de poucos, tornou-se acessível a todos. É neste cenário, cada vez mais dominado por máquinas inteligentes, que a criatividade humana ganha um valor ainda maior, como força capaz de dar sentido, emoção e propósito à inovação.

O verdadeiro sucesso, hoje, reside em saber pensar diferente, encontrar soluções originais, desafiar padrões e imaginar o que ainda não existe. A inteligência artificial pode processar dados, mas é a criatividade que dá sentido, emoção e propósito às inovações que moldam o futuro.

Ser criativo é um processo que pode e deve ser desenvolvido. Requer curiosidade, disposição para errar e coragem para questionar o óbvio. A importância de pensar «fora da caixa», a força que faz novas ideias floresça, desvinculando-nos da rotina que frequentemente limita a imaginação. Às vezes, a chave está precisamente em explorar o contraditório, em imaginar o impossível e transformar o impensável em realidade.

Um exemplo marcante dessa mentalidade é Steve Jobs, fundador da Apple, que fez da criatividade o centro da sua visão. Ele acreditava que os verdadeiros inovadores são aqueles que ousam pensar de forma diferente, os que desafiam as regras, rompem convenções e, assim, movem a humanidade para a frente.

No mundo atual, onde a inteligência artificial ganha influência, ser criativo é mais do que uma vantagem, é uma necessidade. Porque, no fim, são as mentes criativas que continuarão a imaginar o que as máquinas ainda não podem sonhar.

Fábio Jesuíno é empresário

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