Criado em 2025, o Festival Emersivo percorreu o país de norte a sul, no ano de criação, afirmando-se como um projeto itinerante dedicado à valorização da cultura emergente e à descentralização da criação artística. Com uma programação marcada por contrastes, antagonismos e cruzamentos inesperados, o Emersivo apresentou um retrato plural da criação contemporânea em Portugal.
Música, palavra, performance e práticas híbridas coexistiram num espaço comum, dando visibilidade a talentos emergentes e a propostas que desafiam formatos convencionais. Mais do que um alinhamento artístico, o festival afirmou-se como um espaço de encontro entre artistas e públicos, territórios e linguagens, risco e descoberta.
A primeira edição do Festival Emersivo marcou paragem no Louro, em Vila Nova de Famalicão, em Vila Ruiva, em Cuba e terminou em Faro. Ao longo do seu percurso itinerante, a programação foi reunindo e acolhendo uma panóplia de artistas emergentes que, no palco Emersivo, se revelaram numa comunhão interdisciplinar de descoberta. David Garcez, Evaya, Jacaréu, JUG, Marta Lima, Mirage People, Mutu e Recante, foram alguns dos nomes que integraram as propostas culturais apresentadas pelo festival.
Depois do sucesso da primeira edição, o Festival Emersivo olha para o futuro com ambição e determinação, mantendo-se fiel à sua missão de dar visibilidade a artistas emergentes e de construir pontes entre territórios, linguagens e públicos. Neste sentido, o festival convida artistas emergentes que desejem integrar a programação de 2026, a submeterem as suas propostas via open call. E ainda que de momento haja primazia por projetos na área da música e da poesia, o festival está aberto a receber propostas de performances de outras expressões artísticas, desde que originais, disruptivas e diferenciadoras. As inscrições estão abertas até dia 22 de março em emersivo.pt.
A par disto, o festival levanta desde já o véu sobre a primeira paragem da segunda edição. Nos dias 22 e 23 de maio, o Festival Emersivo regressa à Casa do Artista Amador, em Vila Nova de Famalicão, para dar início a um novo ciclo de cultura emergente. A segunda edição pretende consolidar o festival enquanto plataforma itinerante, expandindo o alcance e reforçando a qualidade das experiências artísticas, sem perder o espírito de proximidade, abertura e experimentação que o caracteriza.
O Festival Emersivo é organizado pela associação A Tal Emersa e produzido pela Epopeia Records.
