João Dinis Silva, de apenas 18 anos, uma antiga estrela portuguesa no ténis juvenil, passou, no dia 10 de fevereiro, pela terceira vez na sua carreira, a fase de qualificação de um torneio do ITF World Tennis Tour, o circuito profissional da Federação Internacional de Ténis (ITF). O jogador da Escola de Ténis da Maia, que desde os 15 anos integra o Centro de Alto Rendimento (CAR) da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), viveu uma jornada dupla e venceu as duas últimas rondas do qualifying do 7.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António, no Algarve.

Antigo campeão nacional de sub-12, sub-14, sub-16 e sub-18, ex-top100 mundial de sub-18, esteve parado 11 meses devido a uma lesão nas costas, regressou à competição em outubro de 2025 e começou 2026 da melhor maneira. Na terça-feira, começou por eliminar o 4.º cabeça de série, o indiano Rohan Mehra, por 3-6, 7-6 (5) e 10-7, num encontro em que o indiano serviu para ganhar o encontro, a 5-3 do segundo set. Depois, bateu o espanhol Raul Sanchez Romero, por 6-2 e 6-1.

João Dinis Silva tinha passado pela primeira vez um qualifying deste nível noutro torneio da categoria de M25, em Castelo Branco, em julho de 2024, ainda antes da tal lesão numa vértebra, e só voltou a repetir essa proeza já depois do regresso aos courts, no M25 da Beloura (Sintra), em outubro de 2025. Embora normalmente esta jovem promessa do ténis nacional seja treinada pela antiga top-200 mundial, Neuza Silva – a atual selecionadora nacional feminina –, está em Vila Real de Santo António acompanhado de Bernardo Mota, o único tenista português que esteve presente em três Jogos Olímpicos e que há cerca de um ano colabora com o CAR da FPT.

Já por três vezes na sua carreira o português logrou chegar a oitavos de final de torneios deste nível, procurando agora repetir esse recorde pessoal quando jogar na primeira ronda do quadro principal. E há ainda outros dois portugueses com hipóteses de apuramento para o quadro principal. Daniel Batista superou na segunda ronda outro português, Tomás Vilaça, por 3-6, 6-1 e 10/6. Na quarta-feira, logo às 9h30, Batista, o 11.º cabeça de série, defronta o n.º 1 do qualifying, o luso-francês Adan Freire da Silva.

Quanto a Guilherme Valdoleiros, venceu na segunda ronda o 8.º cabeça de série, o alemão Rafael Giotis, por 6-1, 3-2 e desistência por lesão num joelho. Valdoleiros procura repetir o resultado do ano passado, quando ultrapassou a qualificação, mas, devido à falta de luz natural, o seu encontro com o neerlandês Stijn Pel, o 12.º cabeça de série, foi interrompido a 3-3.

Gonçalo Marques esteve muito perto de também seguir em frente. Ainda derrotou o britânico Sean Hodkin, o 13.º cabeça de série, por 6-2 e 6-4, mas soçobrou depois diante do dinamarquês Benjamin Hannestad, o 7.º cabeça de série, por 6-4, 0-6 e 10/8. Nesta quarta-feira arranca o quadro principal de singulares e o wild card Hugo Maia e Tiago Cação defrontam-se, garantindo um português nos oitavos de final. Gastão Elias, o cabeça de série n.º 5, terá pela frente o espanhol Rafael Luque Izquierdo; Francisco Rocha enfrenta o sueco Olle Wallin (8.º cabeça de série); João Domingues apanha pela frente o italiano Carlo Alberto Caniato (n.º 7); e João Graça mede forças com o britânico Max Basing (n.º 4).

O 7.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António termina com a final no dia 15. É uma organização do Clube de Ténis de Vila Real de Santo António, em colaboração com a Federação Portuguesa de Ténis e a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Distribui 30 mil dólares em prémios monetários (25 mil euros), conta para o ranking mundial do ATP Tour, e integra o ITF World Tennis Tour, o calendário profissional da Federação Internacional de Ténis (ITF), com a categoria de M25.