O Cineteatro Louletano recebeu, nos dias 22 e 23 de fevereiro, «Uma Brancura Luminosa» de Jon Fosse, com Ricardo Pereira e Sandra Barata Belo. Na peça, um homem conduz sem destino, ao acaso, vira à direita, vira à esquerda até que o carro fica atolado numa estrada florestal. Sai do carro e perde-se no interior da floresta, debaixo do céu escuro e de neve. Quase morre de frio e de cansaço.
Entre questões e hesitações o homem segue, perdido nos seus pensamentos, em imagens que lhe trazem memórias. Um jogo entre o passado presente e futuro, que se vive no mesmo plano, pondo em causa o que vê, o que é realidade ou espectro. No meio deste existencialismo o homem vê uma estranha brancura luminosa.
A partir de um texto de Jon Fosse, traduzido por Liliete Martins, a peça tem adaptação e encenação de Sandra Barata Belo, que partilha a interpretação com Ricardo Pereira. «Uma Brancura Luminosa» é uma produção da Beladona e coprodução do Centro de Artes de Ovar, Cineteatro Louletano, Teatro Municipal de Ourém, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e Teatro Municipal da Covilhã. Conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes IFICT – Núcleo de Oeiras.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
Veja a reportagem completa em:
