O Teatro das Figuras, em Faro, deu a conhecer, no dia 30 de janeiro, os principais destaques da programação para 2026 e reafirmou a sua importância enquanto referência cultural em Portugal, especialmente a sul do Tejo. O ano de 2025 foi marcado por 168 sessões e mais de 69 mil espectadores e os meses que se seguem focam-se na interseção entre artes e inteligência artificial. Uma programação que continua a apostar forte nas coproduções e que inclui várias estreias de artistas renomados, iniciativas de inclusão cultural e debates sobre o impacto da tecnologia nas artes. O investimento municipal é de cerca de 1,1 milhões de euros, num orçamento total de 2,5 milhões de euros.


Depois de um ano em que superou recordes, o Teatro das Figuras preparou para 2026 uma programação eclética, pensada para todos os segmentos de público, e dando palco às diversas artes performativas. O advento das novas tecnologias e, em especial, da Inteligência Artificial, será o mote deste ano, com um conjunto de eventos dedicados e uma conferência subordinada ao tema. “O Município de Faro tem feito um forte investimento ao longo dos últimos anos para afirmar o Teatro das Figuras como um dos principais pontos de referência do país, apenas atrás dos espaços existentes em Lisboa e Porto, pelo que marca, certamente, presença nos cinco principais teatros de Portugal”, salientou António Miguel Pina, presidente da Câmara Municipal de Faro e presidente do Conselho de Administração do Teatro Municipal de Faro.

Em 2025, ano em que se assinalou o 20.º aniversário do Teatro das Figuras, pelos eventos organizados dentro e fora de portas passaram mais de 69 mil espetadores, num total de 168 sessões, das quais 39 com lotação esgotada. O ano ficou ainda marcado por 7 estreias e 26 coproduções. “A retrospetiva de 2025 mostra bem o dinamismo que este Teatro tem”, confirmou Gil Silva, Diretor-Delegado do Teatro das Figuras, adiantando que, para 2026, o mote da programação será o advento das novas tecnologias e da Inteligência Artificial. “Queremos debruçar-nos sobre o modo como a Inteligência Artificial se articula com as artes e a criação artística, bem como refletir sobre os novos paradigmas que estão a surgir, como questões relativas ao direito autoral, propriedade intelectual, entre outros”, explicou.

A programação do Teatro das Figuras divide-se em vários eixos, um dos quais as coproduções, que continuam a ser uma das apostas fortes da programação. Assim, para 2026 destacam-se as coproduções com a ArQuente em «Paraíso meu Paraíso», uma performance com criação de Lígia Soares; com a C4M4 A.C. em «A Luminosa Violência da Perfeição», com coreografia de Daniel Matos, e cuja estreia será no Teatro das Figuras; com a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, com «Petróleo», texto vencedor do Prémio Novas Dramaturgias José Louro; com o Theatro Circo de Braga, no concerto «Maria João, André Mehmari & Carlos Bica», a assinalar o 21.º aniversário do Teatro das Figuras; com a coreógrafa Despina Sanida Crezia na estreia absoluta de «Off, Off, Off»; com a Rede Azul em «Corpo do Corpo», da AORCA; com a casaBranca na estreia do espetáculo «TecnoZombies», uma criação com assinatura de Ana Borralho e João Galante; e com a Companhia Olga Roriz na estreia do espetáculo «Oásis».

(...)

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Leia a reportagem completa em: