Boliqueime assinalou, a 15 de fevereiro, o primeiro aniversário com o estatuto de vila e, para comemorar a data, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Loulé promoveram um programa comemorativo que incluiu o lançamento da rede de água de S. Faustino e a inauguração de dois parques infantis, com Telmo Pinto a trazer ainda boas notícias sobre uma obra há muito aguardada: o saneamento básico ao longo da EN125.

Durante a primeira assinatura de um auto de consignação no exercício das funções de presidente do Município de Loulé – a obra da rede de água em S. Faustino –, Telmo Pinto sublinhou a vontade da Autarquia em chegar a muitos mais lugares do concelho que ainda não estão cobertos por rede de água. “Toda a gente com uma casa licenciada tem direito a ter água, e não é por estar mais ou menos isolado que deixa de ter esse direito”, afirmou. No caso de S. Faustino, serão 20 mil metros de condutas para levar água a uma população que se encontra numa zona de habitação dispersa, garantindo água potável e de qualidade controlada durante todo o ano.

Uma obra que estará concluída no prazo de dois anos, servindo, não só S. Faustino, mas também Almarjão, Parreira e Ladeira, Casas Costas e Moinho da Boa Vista. Para Nélson Brazão, presidente da Junta de Freguesia de Boliqueime, este é mais um “passo importantíssimo” para dotar toda a freguesia destas infraestruturas, numa altura em que está concluída a rede de águas na Rua Jorge Manuel Dias Coelho e, em fase de conclusão, a obra no Ribeiro. “Esta empreitada estava complicada de sair, falou-se muito dela, levou até alguns a colocarem em causa se ela alguma vez se iniciaria. Diversas vezes fui questionado na rua e já ninguém acreditava que fosse uma realidade, mas hoje podem constatar que vai mesmo ser uma realidade, embora não à velocidade que desejaríamos. Todos os processos de empreitadas que passam pela contratação pública levam ao desespero de quem os lança e de quem está a necessitar de um bem essencial, neste caso a água. Precisamos de descomplicar estes processos para termos muitas mais obras e em tempo útil”, desabafou Nélson Brazão.

Telmo Pinto deixou ainda um sinal positivo relativamente ao impasse que dura há alguns anos na EN125, inviabilizando o arranque da empreitada de saneamento nas localidades que se encontram ao longo dessa via, e que se prende com a dificuldade de expropriar os terrenos necessários para realizar os trabalhos. “Contratámos os serviços jurídicos para conseguirmos levar adiante esta obra que representa muito, quer pela sua dimensão, quer pelo facto de estar perto dos serviços urbanos. Estamos neste momento a trabalhar no processo para conseguirmos chegar aos proprietários desconhecidos, para que possamos, o mais depressa possível, responder a todas as pessoas daquela estrada. Iremos abrir um caminho para toda a envolvente, que também não tem águas e esgotos, de forma a responder a mais pessoas”, explicou o responsável do Município.

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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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