«As filhas das mães» é o título da nova criação coletiva do grupo Abalar-te (grupo de práticas teatrais com jovens), tendo nascido da proposta inicial das jovens trabalharem a temática do feminino, partindo do quotidiano, de histórias e de poetas. Com o tempo de ensaios e experimentação começou a surgir a questão das mães, e foi através das mães que apareceu a inspiração central para a criação. “Elas são o motor omnipresente que unifica e dá carne à construção que emerge através de vários elementos multidisciplinares: música, vídeo, texto próprio escrito pelas jovens, texto selecionado ou que serviu a pesquisa e reflexão (Marina Colasanti, bell hooks, Jane Goodall, Afonso Cruz, Maria Velho da Costa)”, descreve a direção do grupo. “Esta foi uma viagem em liberdade criativa onde nos permitimos arriscar e errar, onde temos medo, mas avançamos, porque o mundo pode ser monstruosamente assustador, em que por vezes o ódio parece predominar, mas ainda assim temos a possibilidade de responder com o amor”, acrescenta o coletivo.
«As filhas das mães» será apresentado no dia 21 de março, às 21h, no Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, com entrada gratuita. É uma cocriação de Filipa Rodrigues, Maria Seguro, Tatiana André, Beatriz Jesus, Lília Parreira e Carlos Boita, com participação especial de Carina Pires, Cecília Fortes, Graça Bernardo, Vitorina Gago, TEAS13, Cristina Tomé, Eliana Santos e Sandra Cristino. A organização é da Barro i Cal, com o apoio do Município de São Brás de Alportel e Junta de Freguesia de São Brás de Alportel e o apoio técnico de André Batista, Fernando Guerreiro e Rolando Galhardas.
