O «Cabo das Tormentas», espetáculo do JAT – Janela Aberta Teatro, integra a programação oficial das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, enriquecendo os meses de encerramento desta efeméride. Com um foco estratégico na descentralização cultural e na democratização do acesso às artes fora dos grandes centros urbanos, o projeto contará com apresentações em espaços de excelência, designadamente: no dia 10 de junho, no Centro de Artes de Sines (Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas); e nos dias 29 e 30 de outubro, no Favo das Artes – Casa da Cultura em Mondim de Basto. A estas apresentações juntam-se outras já agendadas, como a de dia 17 de outubro, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves.

Antes disso, a temporada em Madrid arrancou, no dia 22 de março, no Teatro Tomás y Valiente, integrado na Red de Teatros de la Comunidad de Madrid, sob o aplauso caloroso de um público que vibrou com a obra. A digressão prossegue a 20 de junho rumo ao Centro Cultural Paco Rabal, também pertencente à rede, e culmina, nesta primeira fase internacional, com duas apresentações, a 2 e 3 de julho, inseridas na programação oficial de um dos mais prestigiados festivais de teatro clássico de Espanha.

Amplamente aplaudido pela crítica pela sua originalidade e força cénica, «Cabo das Tormentas» propõe um poderoso diálogo entre o mundo atual e os antepassados históricos gloriosos. Com uma estética própria e multidisciplinar, a peça opera uma simbiose entre Teatro Físico, Mimo contemporâneo e Dança, que se fundem com textos de grandes escritores como Luís Vaz de Camões, Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Jeanette Winterson e José Saramago, numa arrojada encenação de Diana Bernedo e Miguel Martins Pessoa.

Esta criação é uma epopeia crítica sobre os descobrimentos, centrada na vida e obra de Camões, o eterno poeta que morreu pobre e esquecido. Através do universo de um grupo de mendigos, o espírito do poeta revela-se num entrelaçar de momentos da História com a realidade contemporânea. Um olhar sobre a memória, a velhice e o esquecimento, numa viagem de idas e voltas nas ondas do mar. A digressão comprova o carácter internacional da criação, atestando o entendimento, a apreciação e o relevo do trabalho de excelência desenvolvido pelo JAT – Janela Aberta Teatro. “É a confirmação da capacidade de exportar cultura portuguesa com uma linguagem artística que rompe fronteiras”, consideram Miguel Martins Pessoa e Diana Bernedo.

O JAT conta com o apoio institucional da República Portuguesa – Cultura / Direcção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Faro, Red de Teatros de la Comunidad de Madrid, Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões.

Foto: Daniel Pina