A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P. (CCDR Algarve) levou a cabo, no dia 18 de março, no Auditório David Assoreira, em Faro, a primeira reunião da Plataforma de Inovação e Colaboração (PIC) dedicada ao Turismo. A iniciativa reuniu entidades do setor do turismo, instituições científicas e tecnológicas, empresas e outros agentes do ecossistema regional de inovação, com o objetivo de promover a articulação entre conhecimento, inovação e atividade empresarial, bem como identificar oportunidades de colaboração que reforcem a competitividade e a sustentabilidade do turismo no Algarve.

Enquadrada na Estratégia Regional de Especialização Inteligente (EREI), esta plataforma pretende contribuir para o desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para o setor, reforçando a ligação entre políticas públicas, investigação, inovação e empreendedorismo e promovendo a criação de valor para a região. A sessão de abertura contou com as intervenções de Cristiano Cabrita, vice-presidente da CCDR Algarve, André Gomes, Presidente da Região de Turismo do Algarve, Patrícia Pinto, Vice-Reitora da Universidade do Algarve, e Lurdes Serpa Carvalho, Diretora da Unidade de Planeamento e Desenvolvimento Regional da CCDR Algarve. “A nossa Estratégia Regional de Especialização Inteligente tem tido várias reuniões e sessões, esta é apenas mais uma, assente naquilo que entendemos ser um pressuposto de governação responsável por parte da CCDR. Para chegarmos aqui, o Algarve teve que desempenhar um conjunto de dinâmicas junto das entidades públicas e privadas para levar a cabo um processo participativo, porque só assim é que faz sentido falar em desenvolvimento regional. O desenvolvimento regional não se consegue apenas com entidades públicas, consegue-se, sobretudo, com a valorização dos nossos parceiros, com as empresas, com os empresários, com as entidades públicas e privadas”, referiu Cristiano Cabrita.

Neste caminho, a CCDR Algarve identificou prioridades para a sua estratégia com vista ao desenvolvimento regional, assente, não só no turismo, mas também nos recursos endógenos, nas indústrias culturais e criativas, na saúde e bem-estar, e também nas questões relacionadas com a sustentabilidade ambiental e a digitalização. “É neste ecossistema que temos vindo a trabalhar, com enorme responsabilidade, num processo multinível, mas também com um modelo de governação que está subjacente precisamente a esta estratégia de resiliência e de especialização inteligente”, declarou o vice-presidente da CCDR Algarve, que salientou “a importância que o turismo tem na transformação económica do Algarve e para enfrentar os desafios que aí vêm, e que são muitos”. “O turismo consegue ligar e juntar as pontas, trazer para a mesa de discussão novas ideias, com um pressuposto muito importante, e sempre subjacente, naturalmente, que é a criação de riqueza, o alavancar do valor, o crescimento económico”, prosseguiu Cristiano Cabrita. “Todos temos a responsabilidade de transformar, de trazer para cima da mesa mais conhecimento, mais tecnologia, mais sustentabilidade e mais valorização do território. Não se fazem plataformas turísticas, não se fomenta desenvolvimento regional, não se geram novas dinâmicas no turismo, sem contarmos com os contributos dos empresários, homens e mulheres que arriscam, que trazem novas ideias, que são responsáveis por um novo empreendedorismo. As entidades públicas não conseguem fazer este alavancar de valor sem o conhecimento e a capacitação dos nossos empresários e das nossas empresas”, realçou.

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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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