O Ocean, restaurante com duas estrelas Michelin situado no Vila Vita Parc, reabre, no dia 26 de março, com o «Essência», um novo menu de degustação do Chef Hans Neuner que marca, tanto uma conclusão, como um novo começo. Após cinco anos a explorar as rotas culinárias que moldaram a identidade global de Portugal, Neuner regressa ao local onde tudo começou — a casa no Algarve.
Desde 2021, os menus anuais do Ocean seguiram os caminhos dos exploradores, comerciantes e intercâmbios culturais que ligaram Portugal a África, Ásia e Américas. Dos Açores ao Brasil, de Moçambique a Macau, e até ao Havai e Japão, cada capítulo celebrou os sabores e técnicas nascidos de séculos de descobertas marítimas. Com o «Essência», esse círculo fecha-se.
O novo menu é uma destilação de tudo o que foi reunido ao longo do caminho — uma expressão refinada e profundamente pessoal da alma culinária de Portugal. Dos cerca de quinze pratos, a maioria inspira-se diretamente na despensa portuguesa e nas suas tradições mais apreciadas, revisitada com duas décadas de evolução técnica e cinco anos de perspetiva global. “O círculo está a fechar-se”, diz Hans Neuner. “Viajámos por todo o lado, mas o maior luxo é compreender mais profundamente a nossa terra. Agora regressamos a Portugal com tudo o que aprendemos”.
Nas mãos de Neuner, pratos icónicos são transformados sem perder a sua identidade. Uma Francesinha do Porto torna-se uma composição elegante de camarão Carabineiro, chouriço delicado e trufas. O Frango Piri-Piri do Algarve é refinado, mas mantém-se fiel ao seu caráter arrojado. A Moreia da costa de Sagres é crocante em homenagem à tradição do leitão da Bairrada, unindo regiões numa única dentada. Um linguado revisitado com feijão-de-lima e pata negra reflete a evolução de um prato criado há quinze anos.
Até uma referência subtil às raízes austríacas do chef aparece na sequência de abertura: uma única dentada de consomé Tafelspitz — a primeira vez em quase duas décadas que Neuner coloca uma memória da sua infância no menu do Ocean. O resultado não é uma retrospetiva, mas um culminar — um menu escrito em português, moldado por viagens e definido pela clareza, equilíbrio e contenção.
