A conferência «Alga-Fix - Controlo da invasão por algas Rugulopteryx okamurae», que vai ter lugar no dia 4 de maio, a partir das 9h30, no auditório do Museu de Portimão, reunirá especialistas portugueses e espanhóis que discutirão o impacto invasor desta alga asiática na Península Ibérica, sendo aberta a todo o público interessado.
Conscientes de que a Rugulopteryx okamurae é uma alga invasora com a capacidade de impactar severamente ecossistemas marinhos e setores económicos chave, como pesca e turismo, os Municípios de Portimão e Lagoa juntaram-se e apresentaram uma candidatura conjunta no âmbito do Programa Algarve 2030 – Programa Regional do Algarve 2021-2027, Redes Urbanas (ITI) – Redes de Inovação e Competitividade de Âmbito Regional e Inter-regional, para o desenvolvimento do Projeto de «Cidades Âncora para a Economia Azul». Este projeto e os propósitos da candidatura passam pela mitigação e adaptação aos enormes impactos ambientais e socioeconómicos que a alga invasora Rugulopteryx okamurae, proveniente dos mares da Coreia e Japão, está a causar na costa do Algarve e Andaluzia.
Por outro lado, a presença de especialistas espanhóis e académicos da Universidade do Algarve, assim como entidades publicas e privadas, visa contribuir para o aprofundamento e a ampliação do conhecimento científico sobre esta espécie, bem como promover a reflexão sobre o fenómeno da sua bioinvasão e as respetivas consequências nos ecossistemas marinhos da região algarvia. Paralelamente, pretende-se com a conferência apresentar ideias e soluções que permitam mitigar os impactos negativos da alga nesses ecossistemas e nas zonas balneares, através da partilha de conhecimento, experiência e resultados.
A rápida expansão da alga exótica R. okamurae na costa portuguesa, incluindo nas regiões autónomas dos Açores e Madeira motivou a elaboração e publicação de uma estratégia nacional para a gestão, monitorização e controle da alga, coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A erradicação da Rugulopteryx okamurae é considerada praticamente impossível pelos especialistas, mas o controlo da sua dispersão poderá ajudar a reduzir os impactes negativos da sua expansão. A sua rápida disseminação em várias regiões do Mediterrâneo e litoral algarvio sublinha a necessidade urgente de monitorizar, gerir e encontrar possíveis estratégias de mitigação para conter os seus efeitos adversos.
Esta conferência é uma das ações que integram a candidatura efetuada, inserindo-se num consórcio constituído pelos Municípios de Aveiro, Lagoa, Oeiras, Peniche, Portimão, Setúbal, Sines e Viana do Castelo, e inclui o CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, o Fórum Oceânico, Sines Tecnopolo e a Universidade do Minho.
