Os deputados do Partido Socialista eleitos pelo Algarve querem que o Governo acompanhe solidariamente o esforço financeiro que a Câmara Municipal de Tavira assumiu com a construção da nova Unidade de Consultas Externas de Alta Resolução e Diagnóstico Ambulatório em Tavira.
A obra incluída no Plano de Recuperação e Resiliência pelo governo do Partido Socialista acabou, depois de alterações ao projeto inicial propostas pela Administração Central do Sistema de Saúde, por ser adjudicada pelo dobro do custo inicialmente previsto, com o Município de Tavira a assumir todo o esforço financeiro. “O governo deve ser financeiramente solidário com a autarquia de Tavira, até porque esta nova unidade de saúde vai servir, não só este concelho, mas todo o sotavento do Algarve, permitindo que muitos doentes passem a fazer exames de diagnóstico e a ser tratados em Tavira, sem recorrer às urgências do hospital de Faro”, defende o deputado Vítor Guerreiro, que é membro da Comissão Parlamentar de Saúde.
Vítor Guerreiro alerta ainda que a ULS Algarve ficou com a responsabilidade da aquisição dos equipamentos de exames e meios complementares de diagnóstico e que, em face do atual ponto de evolução da obra, é recomendável que comecem a ser preparados os procedimentos administrativos para a sua aquisição, de forma a que, quando no próximo semestre a construção do edifício estiver concluída, as portas do novo equipamento de saúde possam abrir com todo o equipamento assegurado. Já em Faro, os deputados do PS visitaram o Centro de Saúde, sede das Unidades de Saúde Familiar, Ossonoba, Golfinho, Farol e Al Garb.
Inicialmente previsto no PRR, o projeto de requalificação do Centro de Saúde de Faro e a construção de um novo edifício, viriam a ser abandonados pelo anterior executivo da Câmara Municipal, mas os deputados socialistas insistem na necessidade das obras. “Parece-nos evidente que a requalificação e ampliação do Centro de Saúde de Faro, que chegou a ser programada no PRR pelo governo do PS, continua a ser muito necessária”, frisa Luís Graça. O deputado e líder do PS Algarve reforça que já “existem neste momento 7 mil e 500 farenses sem médico de família, não porque não existam médicos disponíveis, mas porque não existe espaço no Centro de Saúde para que mais médicos trabalhem”. Para Luís Graça, “isso deve ser um sinal de alerta que o governo deve ouvir, priorizando instrumentos financeiros que permitam, em colaboração com o Municio de Faro, a execução das obras de requalificação e de ampliação que melhorem a prestação de cuidadosos de saúde aos farenses”.
Após a visita, os deputados do PS formalizaram hoje, na Assembleia da República, o pedido ao governo de reforço financeiro para a comparticipação das obras do Centro de Saúde de Tavira e a programação da requalificação e ampliação do Centro de Saúde de Faro.
