Loulé festejou, a 14 de maio, o seu Dia do Município, um momento de celebração coletiva onde se homenageou a história, a identidade e as tradições que dão vida ao concelho.

As comemorações começaram com o simbólico Hastear da Bandeira, acompanhado pelos Bombeiros Sapadores de Loulé, pela Banda Filarmónica Artistas de Minerva e pelos Escuteiros, Escuteiros e Guias de todo o concelho, num momento de união e orgulho comunitário. Ao longo do dia realizaram-se cerimónias institucionais, momentos de reconhecimento cultural e atividades abertas à comunidade, destacando-se a tradicional Sessão Solene, na qual discursou pela primeira vez Telmo Pinto enquanto presidente da Câmara Municipal de Loulé. “Assumo este momento com humildade e enorme responsabilidade, consciente da exigência do cargo, mas também com a convicção de que governar é, antes de mais, cuidar. Cuidar das pessoas, cuidar do território, cuidar do futuro. Por isso, o meu executivo tem estado ao lado das pessoas para resolver os seus problemas e para promover a qualidade vida e a dignidade humana”, afirmou.

Telmo Pinto recordou que Loulé é um concelho singular, um território que carrega uma identidade forte, feita de diversidade, de memória e de capacidade de reinvenção. “Um território que tem três cidades – Loulé, Quarteira e Almancil – e a sul de Lisboa somos o único. Isto responsabiliza-nos e exige dos autarcas uma maior capacidade de equilíbrio territorial, de coesão social e de pensar o território e os seus equipamentos, na sua complementaridade territorial. Mas somos também orgulhosamente Geoparque Mundial da UNESCO, o nosso Algarvensis, um projeto intermunicipal com Silves e Albufeira. Um reconhecimento que nos honra, mas que também nos responsabiliza e nos compromete com os valores da Agenda 2030 e da sustentabilidade. Compromete-nos a preservar, a valorizar e a transmitir às gerações futuras a nossa paisagem cultural e natural que se faz de pessoas, de estórias e de futuro”, indicou o edil louletano.

Para Telmo Pinto, Loulé não vive apenas da sua história, vive da sua coragem, anunciando a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028. “Não como um gesto simbólico, mas como uma afirmação clara de quem somos: um território criativo, dinâmico, aberto ao mundo, onde a cultura é motor de desenvolvimento, de humanidade e de coesão. Em Loulé, não ignoramos os desafios do nosso tempo. Pelo contrário, enfrentamo-los com determinação”, salientou, acrescentando que “queremos um concelho mais próximo das pessoas, onde a Câmara não seja distante, mas presente, onde cada cidadão sinta que a sua voz conta”. “Estamos empenhados em desburocratizar, simplificar processos, tornar os serviços mais acessíveis, mais rápidos, mais humanos. Governar hoje exige uma visão transformadora do futuro, não podemos fazer mais da mesma forma. Precisamos de inovar, de antecipar, de pensar à frente, e isso faz-se com planeamento, mas também com escuta ativa, com diálogo permanente com as comunidades, escutando a diversidade. Porque a qualidade de vida dos nossos cidadãos está no centro da nossa ação”.

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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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