Atualmente, as fronteiras económicas, sociais e tecnológicas são cada vez menos visíveis, tornando o mundo mais interligado do que nunca. O que acontece noutro país, seja uma crise, uma inovação, uma mudança política ou uma nova tendência de consumo, pode ter um impacto direto nas empresas no nosso país. Hoje, nenhum negócio, independentemente da sua dimensão, pode dar-se ao luxo de ignorar os acontecimentos globais, porque estar informado e saber adaptar-se deixou de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma necessidade.
Os acontecimentos dos últimos anos comprovam bem essa realidade, o mundo muda a um ritmo acelerado, e estar atento ao que se passa é fundamental para que qualquer negócio possa prosperar. Desde a pandemia de Covid-19, passando pela guerra na Ucrânia e, mais recentemente, pelas tensões no Estreito de Ormuz, todos estes eventos têm impacto direto na atividade económica. Perante este cenário, as empresas precisam de acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos e agir com rapidez, para conseguirem adaptar-se da melhor forma às mudanças do contexto global.
Os negócios têm de estar em constante transformação. Mais do que resistir à mudança, é essencial saber acompanhá-la e estar preparado para ajustar, de forma até subtil, o modelo de negócio sempre que o contexto o exija.
As grandes marcas mundiais são exemplos claros dessa capacidade de adaptação. A Nokia, por exemplo, começou como uma fábrica de pasta de papel antes de se tornar uma referência mundial no setor das telecomunicações. A Amazon iniciou a sua atividade apenas com a venda de livros online, mas transformou-se numa gigante global, abrangendo o comércio eletrónico em várias categorias, a computação em nuvem através da AWS e diversos serviços digitais. Já a Netflix, um dos casos mais marcantes de transformação empresarial, começou como um serviço de aluguer de DVDs por correio, concorrendo com as videolocadoras tradicionais, antes de evoluir para uma das maiores plataformas de streaming e produção de conteúdos originais do mundo.
Estes são apenas alguns exemplos de empresas hoje amplamente conhecidas que souberam reinventar-se e adaptar-se às mudanças do mercado. No entanto, esta realidade não se aplica apenas às grandes multinacionais, existem também muitas pequenas empresas que, ao ajustarem o seu posicionamento, os seus produtos ou a sua forma de operar, conseguem crescer, manter-se relevantes e responder melhor às novas exigências dos consumidores e do mercado.
No meu próprio caso, isso também aconteceu na prática. Quando comecei a minha empresa, em 2023, a atividade estava centrada no desenvolvimento de websites. No entanto, à medida que o mercado foi evoluindo, também nós tivemos de acompanhar essa transformação. Atualmente, para além do desenvolvimento web, prestamos serviços de gestão de redes sociais e criamos plataformas online, como áreas de cliente, portais de gestão e outras soluções digitais ajustadas às necessidades de cada negócio.
Esta evolução resultou da necessidade de adaptação às exigências do mercado e às novas tendências. Mesmo os pequenos negócios precisam de se transformar constantemente para conseguirem responder da melhor forma aos acontecimentos, às mudanças no comportamento dos consumidores e às novas oportunidades que vão surgindo.
Num contexto empresarial cada vez mais dinâmico, esta capacidade de transformação é fundamental. Nos negócios, é preciso saber adaptar, ajustar e reinventar, quase como verdadeiros camaleões.
Fábio Jesuíno é empresário
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