A cidade de Loulé viveu, no dia 19 de abril, o apogeu das celebrações em honra de Nossa Senhora da Piedade. Conhecida como a Festa Grande da Mãe Soberana, esta é considerada a maior manifestação religiosa do culto mariano a sul de Fátima, atraindo anualmente milhares de fiéis, visitantes e emigrantes que regressam às suas raízes.

Após duas semanas de permanência da Imagem na cidade (desde a «Festa Pequena», no Domingo de Páscoa), o regresso da Padroeira ao seu Santuário simboliza um momento de profunda devoção e união comunitária. As festividades combinam o rigor litúrgico com a emoção popular. Depois de, na noite de 16 de abril, a Imagem da Padroeira ter saído em procissão desde a Igreja de S. Francisco para a Matriz, no dia 18 aconteceu a Bênção dos Capacetes e, à noite, houve a Bênção do Clube Hípico.

O domingo começou cedo para quase um milhar de peregrinos das várias freguesias do concelho, que fizeram a pé o caminho que os levou à cidade de Loulé. Às 10h, a Imagem seguiu da Igreja Matriz para o Largo do Monumento Eng.º Duarte Pacheco onde, às 16h, foi celebrada uma missa campal. Depois teve lugar a grande procissão, em que os oito homens levaram o pesado andor aos ombros, acompanhados pela música da Banda Filarmónica Artistas de Minerva. O cortejo percorreu as principais ruas da cidade, entre cânticos e «vivas» emocionados: «Viva a Mãe Soberana! Vivam os Homens do Andor!».

O momento de maior fervor popular e esforço por parte dos Homens do Andor tem lugar durante o trajeto na íngreme ladeira de acesso à Ermida, impulsionados pelo ritmo acelerado da música e pelo apoio da multidão. As celebrações terminaram, pelas 23h30, com o tradicional espetáculo de fogo-de-artifício junto à Ermida, iluminando o céu de Loulé e assinalando o adeus à Padroeira.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Jorge Gomes

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