O Município de Faro manifestou o mais profundo pesar pelo falecimento do ator, poeta, encenador, professor e editor Paulo Moreira, que morreu, este domingo, aos 63 anos.
Nascido em Moçambique, Paulo Moreira repartiu a infância entre aquele país, Guiné Bissau e Angola e o Algarve, em particular Olhão e Faro, onde fez os seus estudos secundários. Licenciou-se em Ensino de Física e Química e Mestre em Supervisão da Formação de Professores pela Universidade de Aveiro, tendo-se pós-graduado em Teatro e Educação pela Universidade do Algarve. Foi professor no ensino de secundário de Física e Química e de Expressão Dramática.
Ao longo da vida, desenvolveu uma atividade artística intensa e diversificada, repartida pela prosa, poesia, teatro, música e edição, entre outras áreas. Foi ator e encenador profissional desde 1999 na ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, tendo-se destacado também como autor e declamador, com obras nas áreas da poesia, prosa e teatro e com participações em inúmeros projectos culturais e editoriais.
Figura marcante na vida cultural da região, Paulo Moreira destacou-se pelos seus contributos no teatro e na literatura, bem como pela sua dedicação à criação artística. “Neste momento de pesar, o Município de Faro apresenta às mais respeitosas condolências a todos os familiares, amigos do movimento associativo cultural da região, certo de que Paulo Moreira perdurará na memória de todos como uma figura que marcará profundamente a cultura da região do Algarve”, referem os responsáveis autárquicos.
Também a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, I.P., e em especial a área desconcentrada da Cultura, manifestou o seu profundo pesar pelo falecimento de Paulo Moreira. “Figura marcante da vida cultural algarvia enquanto ator e encenador, afirmou-se também como autor e declamador, com obra nas áreas da poesia, prosa e teatro, participando ativamente em projetos culturais e editoriais, e promovendo o acesso à cultura e à palavra junto de diferentes públicos. O Algarve perdeu uma voz da Cultura. Pautado pelo compromisso com a cultura e com a divulgação da palavra, deixa uma marca significativa junto da comunidade cultural e de todos quantos com ele privaram”, sublinha a CCDR Algarve.
