O Museu de Portimão assinala 18 anos de abertura ao público com um conjunto de atividades ao longo do mês, que reforçam o seu papel enquanto equipamento cultural ao serviço da memória e da identidade local e num momento em que supera a fasquia de 1,3 milhões de visitantes.

A recriação «Um dia na Pré-história» agendada para este sábado, dia 9 de maio, marca o arranque desta comemoração, que continuará com a 26.ª Corrida Fotográfica e o 1.º Encontro «Desenhar Portimão», entre os dias 16 e 18 de maio. A proposta passa ainda por uma visita noturna para conhecer, de forma distinta, o património industrial e histórico do concelho, no âmbito da iniciativa Noite Europeia dos Museus, no dia 16, ou pela inauguração da exposição «Uma Poética Resistente», que reúne cerca de 60 obras de pintura, desenho, gravura e fotografia da coleção do Museu do Neo-Realismo, no dia 17. A comemoração contempla outras surpresas inéditas, não faltando também o já tradicional «Cantar dos Parabéns» e o corte do original bolo de aniversário, alusivo ao Museu, numa verdadeira e deliciosa referência a este equipamento cultural.

Com o Museu a celebrar 18 anos, há ainda lugar para festejar as duas décadas de realização de «Um dia na Pré-História», recriação que leva os Monumentos Megalíticos de Alcalar a recuar cinco mil anos, e que decorre amanhã, dia 9 de maio, entre as 10h e as 18h. E celebrar o aniversário do Museu é também celebrar a Corrida Fotográfica, que volta a sair à rua, desta vez, com a novidade inédita de aliar a fotografia ao desenho. Por isso, no dia 16, o desafio é o de captar através da lente da máquina fotográfica 12 imagens originais do concelho (8h30 às 20h30), ou, se tiver gosto pelo desenho, participar no 1.º Encontro «Desenhar Portimão» (9h às 18h) com uma criação original de uma ilustração. As inscrições para a 26.ª Corrida Fotográfica estão abertas até 13 de maio e podem ser efetuadas presencialmente, no Museu, ou através do link https://tinyurl.com/CorFotPtm-2026, onde se encontra disponível o regulamento.

Ao assinalar o seu 18.º aniversário, o equipamento cultural portimonense associa-se, uma vez mais, à Noite Europeia dos Museus. Este ano, convida o público a descobrir o espaço gratuitamente, sob uma perspetiva nova e fora do habitual horário de funcionamento. Assim, no dia 16, entre as 21h e as 23h, as portas abrem-se para uma visita noturna que promete revelar o património industrial e histórico do concelho em moldes diferentes dos habituais. Em paralelo, entre as 21h e as 10h do dia seguinte, a iniciativa «LUZ OFF! – EMOÇÕES ON!», dirigida a um grupo de alunos da Escola Manuel Teixeira Gomes, dá a oportunidade de explorar o espaço com as luzes apagadas, levando a que a imaginação assuma o papel principal, sob o signo da descoberta e da criatividade.

O programa que assinala o 18.º do Museu de Portimão prossegue, no domingo, 17 de maio, às 16h, com a inauguração da exposição «Uma Poética Resistente», uma parceria cultural do Museu do Neo-Realismo. A mostra reúne cerca de 60 obras de pintura, desenho, gravura e fotografia da coleção do Museu do Neo-Realismo na qual, para além dos artistas portimonenses Margarida Tengarrinha e Querubim Lapa, se incluem José Dias Coelho, Júlio Pomar, Maria Barreira, Rogério Ribeiro, Alice Jorge, Júlio Resende, Sá Nogueira, Cipriano Dourado, Jorge de Almeida Monteiro e João Hogan, entre muitos outros. Com curadoria de David Santos, diretor científico do Museu do Neo-Realismo, a exposição «Uma Poética Resistente», patente até 30 de agosto, revela-nos a força, o sentido humanista e interventivo de uma resistência artística, naqueles tempos difíceis da história portuguesa.

Caminhando para aquele que é o momento mais especial desta programação, no dia 17, às 17h15, terá lugar o momento «Fado no Museu», uma antecipação intimista do evento «Há Fado na Lota» (5 a 31 de outubro). A iniciativa associa-se às celebrações dos 15 anos da inscrição do Fado na lista de Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, reforçando o papel do Museu na salvaguarda da identidade e da memória coletiva nacional. Mais tarde, às 17h45, o Museu celebra a entrada na «maioridade» num momento de encontro e partilha. Entre música, bolo e beberete, assinalam-se 18 anos de uma história viva, construída com e para a comunidade. A IsmaTuna junta várias vozes para cantar os parabéns e o hino do Museu, num gesto coletivo que celebra o passado, vive o presente e projeta o futuro.