Julgo conhecer, relativamente bem, as condições de segurança que as diversas autoridades garantem na nossa região.
Facilitando a compreensão da situação, creio, são acionadas, em média, para mais de 10 ocorrências por hora e nos mais diversos contextos e por razões mais ou menos gravosas. Não incluo aqui as situações decorrentes da sua atividade ordinária e que ultimamente está mais em evidência, nas fronteiras aeroportuárias, nem as de fiscalização do tráfego rodoviário ou atividades do sistema judiciário.
Acompanham-me se considerar que a segurança (em geral) é, a par do clima e do acolhimento, a determinante mais importante na escolha da região como destino de férias para 8 milhões de turistas/ano e para quem aqui vive. A segurança é a condição de liberdade na fruição da vida com qualidade.
Portanto, enquanto cidadão, expresso a cada um dos agentes um expressivo Obrigado pelo seu trabalho em prol da nossa segurança. Vou mesmo enfatizar, nomeando algumas das siglas (de memória) das autoridades mais evidentemente envolvidas nestas missões com agentes em toda a região: A GNR; a PSP; a AIMA; a Polícia e Departamento Marítimo/Capitanias; Exército; FAP; a PJ; o SIS; a ASAE; ACT; os Bombeiros (Municipais e das Associações Humanitárias); ICNF; INEM; SNS; INMLCF; ANAC; IPMA; ANEPC; CVP; Sapadores Florestais; Polícias Municipais;; Tribunais; Serviços Prisionais e de Reinserção; e MP; …; SS/IPSS, também os guarda noturnos e a cooperação das empresas de segurança privada (desculpem-me os que não citei). Tantos e tão poucos para o que fazem e precisamos.
Pessoas que ajudam pessoas e pessoas que previnem e evitam riscos ou socorrem o seu semelhante na necessidade menos esperada.
Depois deste agradecimento e lembrança, uma responsabilidade surge: estas pessoas têm que ter melhores condições para o exercício das suas missões para bem de todos nós. Além das remunerações e de dignidade do desempenho pessoal das funções, há uma que quero destacar nesta crónica – a FORMAÇÃO.
Sim, o Algarve pelas necessidades, riscos e desafios que enfrenta e faz estes agentes intervir, precisa urgentemente de um Centro de Formação para a Emergência e Proteção Civil, com capacitação para atuação para o mar em superfície ou profundidade, assim como incêndios em embarcações, para a floresta, para os edifícios em altura, para o ambiente por razões de propagação química no ar e oceânica; para os incêndios urbanos e para os industriais; para as catástrofes naturais; Aéreas e Portuárias ou nos cruzeiros; para evacuações; … para a comunicação e a sensibilização das populações em situações de risco ou desastre… É fundamental, por respeito com estes agentes, para a sua segurança, para a sua eficiência na garantia da nossa segurança que dediquemos prioridade máxima a este objetivo.
Também cada uma das nossas ações, de prevenção, de diminuir riscos e de colaborar na segurança e proteção civil da nossa comunidade, é essencial para evitar acidentes e mantermos todos no gozo da sua tranquilidade e ordem no cumprimento do dever de cuidado.
Neste aspeto gostaria ainda de vincar a necessidade de não aligeirarmos as regras de controlo de fronteiras. Sei bem que é um grande incómodo, que tem um efeito nocivo para a imagem do destino, mas sei que quase 25 mil pessoas que constituíam potencial perigo para a nossa segurança e foram afastadas das nossas fronteiras e casa comum que é o espaço da UE.
Também em cooperação de meios e informações mais próxima ainda com Espanha e Marrocos.
Claro que conheço que há responsabilidades na afetação de meios, formação, infraestruturas adequadas, equipamentos, pessoas especializadas para este trabalho, mas quero realçar que, mesmo nas dificuldades, em que não têm culpa, estes agentes prestam um serviço do maior valor para cada um e todos apesar do desconforto e nas dificuldades em que prestam esse serviço. Mas esta ação, em particular nos tempos conturbados que internacionalmente vivemos, é essencial que seja bem assegurado e realizado efetivamente. O sistema EES é valioso.
Tenhamos um bom verão, recebendo como vizinhos o triplo dos habituais com quem convivemos, em paz e beneficiando de continuarmos a ser dos 10 países mais pacíficos do mundo e onde podemos continuar a gozar da liberdade em bem-estar comum.
Paulo Neves é um «ilhéu», mas nenhum homem é uma ilha
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