No dia 16 de maio, Tavira assinala o Dia Internacional dos Museus (DIM) 2026 com um programa de atividades subordinado à temática «Museus a unir um mundo dividido», proposta pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM). Apesar desta data ser comemorada a 18 de maio, este ano será antecipada, uma vez o DIM recai numa segunda-feira, dia habitual de encerramentos dos museus.

A iniciativa insere-se nas celebrações coordenadas a nível nacional pela Museus e Monumentos de Portugal e pela Rede Portuguesa de Museus e reafirma o papel do Museu Municipal de Tavira enquanto espaço de encontro, diálogo e partilha cultural. A entrada no Museu será gratuita, durante todo o dia. O programa inicia-se, pelas 10h30, com uma visita guiada à exposição «O Azulejo em Portugal. Uma História em Aberto», no Palácio da Galeria, com orientação de Ricardo Louro. A atividade tem um máximo de 15 participantes e requer inscrição prévia até ao dia 14 de maio, através do formulário disponível em Visita à exposição "O Azulejo em Portugal - Uma História em Aberto" – Preencher o formulário.

Pelas 11h45, ainda no Palácio da Galeria, será apresentado o catálogo da exposição, uma publicação que reúne ensaios de sete autores — Rafaela Xavier, João Pedro Monteiro, Rosário Salema de Carvalho, Madalena Matos, Constança Azevedo Lima, Inês Leitão e Ricardo Louro. Esta publicação percorre a história do azulejo desde o século XVI até à contemporaneidade, incluindo um capítulo dedicado à azulejaria em Tavira, ao longo dos séculos. Tal como a exposição, o catálogo resulta de uma parceria com o Museu Nacional do Azulejo e constitui um contributo duradouro para o estudo e divulgação deste património.

Pelas 16h, no Núcleo Islâmico, inaugura a exposição «Judeus em Tavira: Fragmentos de uma História», que recupera a memória de uma comunidade documentada em Tavira desde o século XIII e forçada ao exílio pelo édito de D. Manuel I, em 1496. A mostra apresenta bens arqueológicos únicos no panorama nacional e assinala os 500 anos da passagem por Tavira de David Reubeni (1525), figura enigmática que trouxe esperanças messiânicas aos cristãos-novos da cidade. O programa encerra, pelas 17h, com a visita encenada «Histórias que os Objetos Contam», com orientação de Ana Vale, uma experiência performativa e participativa que dá voz às peças arqueológicas islâmicas do Núcleo, e reserva uma surpresa para o final.