Tiago Pereira derrotou João Domingues e sagrou-se campeão do Loulé Open, o torneio internacional que o Clube de Ténis de Loulé organiza há 16 anos com o apoio da Federação Portuguesa de Ténis e que coroou um vencedor português pela quinta vez.
Numa semana histórica para o ténis nacional, que contou com sete portugueses entre os oito quartofinalistas e quatro nas meias-finais, o algarvio agarrou-se ao estatuto de primeiro cabeça de série e venceu a final por 6-4 e 6-4. O encontro do título começou com um ligeiro atraso por causa da chuva, mas não teve mais interrupções e ficou concluído após 1h28.
Aos 21 anos, Tiago Pereira (304.º classificado no ranking ATP) conquistou o primeiro título de singulares da temporada e o quarto da carreira, segundo na categoria ITF M25 (já tinha ganho na Figueira da Foz em 2025). Os dois sets acabaram por desenrolar-se de forma semelhante: Pereira assinou os primeiros breaks, Domingues (781.º) deu réplica, mas o tenista «da casa» acabou sempre por ter mais frescura e discernimento nas retas finais, sendo bem-sucedido no plano de ditar o jogo com a direita, mais pesada, e evitar que o adversário ficasse confortável com a mesma pancada.
Apesar de ter concluído a jornada anterior já para lá das 20 horas por causa da final de pares, ganha com Justin Boulais para erguer o quarto título da época, Tiago Pereira teve «um último estofo» para triunfar num palco simbólico. O tenista de Tavira tornou-se no quinto campeão português em 16 edições do Loulé Open, juntando o nome aos de Pedro Sousa (2013), Rui Machado (2015), Frederico Silva (2016 e 2018) e Gonçalo Oliveira (2023) na galeria de vencedores. Com esta campanha, o jovem algarvio ficará perto do 260.º lugar que alcançou em novembro, ainda que o ranking só seja atualizado a 18 de maio, já com os pontos conquistados ao longo da próxima semana — joga o Oeiras Open 4, no Jamor.
João Domingues já tinha sido finalista em Faro e apesar de ter adiado o regresso aos títulos (o 11.º do palmarés data de julho de 2024) ficará dentro do top 700, depois de ter começado a época fora dos 1.200 primeiros.
