A tão aguardada Variante de Olhão foi inaugurada no dia 12 de maio e vai assegurar a melhoria das condições de segurança e fluidez de tráfego para quem circular na Estrada Nacional 125, desviando para fora da cidade cubista o tráfego que até à data atravessava o seu núcleo urbano, o que contribuirá para o descongestionamento do trânsito de Olhão e para o reforço da segurança rodoviária, mitigando o risco de acidentes. Para o presidente da Infraestruturas de Portugal, Miguel Cruz, “esta intervenção traduz o compromisso da empresa com a melhoria das acessibilidades, da segurança rodoviária e da coesão territorial, através da concretização de investimentos estratégicos financiados pelo PRR”.

De facto, com a conclusão desta empreitada serão alcançados vários objetivos: melhoria da mobilidade rodoviária, através da diminuição dos tempos e distância nas ligações; reforço da segurança rodoviária; melhoria da qualidade de vida das populações; e reforço da coesão económica e social no território nacional. Com uma extensão de cerca de seis quilómetros, a variante tem uma via para cada sentido e seis rotundas de ligação à rede viária local, melhorando a fluidez de tráfego e as acessibilidades rodoviárias.

O traçado desenvolve-se circularmente à cidade de Olhão, entre o quilómetro 111,600 da EN125, a poente de Olhão, e termina na rotunda existente a nascente de Olhão, que faz ligação entre a EN 125 e a EN 398. Com um investimento de 14,4 milhões de euros, esta empreitada foi realizada no âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, financiado pela União Europeia, “um projeto que, desde o início, poucas pessoas acreditaram que pudesse ser executado no prazo determinado e dentro dos valores estipulados”, reconheceu Miguel Cruz. “Era um projeto que fazia parte da concessão da Rotas do Algarve Litoral e tirá-lo desse contexto para poder ser financiado no âmbito do PRR obrigou a uma negociação intensa, uma negociação delicada, uma negociação de que também nos orgulhamos. Um projeto onde tivemos todas as dificuldades que podíamos ter e, no entanto, não acabamos exatamente dentro do prazo previsto, mas acabamos dentro do prazo existente no âmbito do PRR, e só o fizemos graças à dedicação das equipas da IP e com a colaboração extraordinária do empreiteiro”, destacou o presidente da Infraestruturas de Portugal.

Entretanto, Ricardo Calé, presidente da Câmara Municipal de Olhão, não tem dúvidas de que esta inauguração marcará o antes e o depois da mobilidade no concelho. “A Avenida D. João VI, que é atravessada atualmente pela Estrada Nacional 125, passa agora a ser uma verdadeira avenida de fruição pública para as pessoas que procuram serviços essenciais, acesso a escolas e acesso à normal utilização da cidade”, sublinhou, reconhecendo que esta variante passou por vários desafios, logo a começar pela aceitação, ou não, do projeto que existia na Infraestruturas de Portugal com uma faixa em cada sentido. “Tínhamos que tomar uma decisão política: ou reforçávamos que esta variante integrasse o PRR, e foi a única obra de rede viária que integrou o PRR no Algarve, e com isso conseguiríamos que ela fosse feita até ao final de 2026; ou reforçávamos que esta variante tivesse que ter duas vias em cada sentido e teríamos que esperar que algum governo integrasse em Orçamento de Estado, nos próximos 10 ou 20 anos, esta obra. Olhão soube executar muito bem o PRR em áreas que são fundamentais para mudar a face das infraestruturas públicas no normal funcionamento da cidade e na resposta aos munícipes, na saúde, na tecnologia, na investigação, na habitação, na rede viária, na resiliência hídrica, com projetos tão sobejamente conhecidos como o Hub Azul de Olhão, a nova USF de Olhão, a construção dos 104 fogos no Bairro 16 de Junho e também a requalificação da rede de águas na zona baixa do Concelho de Olhão”, destacou o edil olhanense.

A finalizar a ronda de intervenções oficiais, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, mostrou-se bastante satisfeito com a inauguração da Variante a Olhão da EN 125, “uma obra que começou no governo anterior e que foi concluída neste, mas pouco importa quem começou, o que importa é fazer e transformar a vida das pessoas”. “Esta variante é mais do que uma nova ligação rodoviária. É um sinal de que o Algarve não pode continuar bloqueado nem ficar para trás no desenvolvimento do país”, afirmou o governante, assumindo rapidamente três compromissos: libertar o Algarve dos entraves que têm travado obras estruturantes fundamentais para a região, como a ligação ao Aeroporto de Faro ou os acessos à A22; apostar numa nova visão de mobilidade, com soluções de transporte público moderno e sustentável, construídas em articulação com os autarcas e os territórios; e encontrar soluções e desatar nós. “O que não se resolve de uma maneira, resolve-se de outra. O Algarve não pode continuar com uma «espada no pescoço» que trava o investimento e o desenvolvimento. Este é um dia histórico para Olhão, mas queremos que deixe de ser exceção. Queremos continuar a construir as infraestruturas de que o Algarve precisa e que os algarvios merecem”, declarou.

A cerimónia de abertura ao tráfego da Variante de Olhão contou com a presença do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, do presidente da IP, Miguel Cruz, do presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), João Caetano, do presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, do presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, do presidente da Câmara Municipal de Faro e da AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, António Miguel Pina, da presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins, e da presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro e da vice-presidente da IP, Maria Amália Almeida.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

Veja a reportagem em: