Moncarapacho prepara-se para viver um dos momentos mais marcantes da sua história. Entre os dias 19 e 21 de junho, a freguesia celebra os seus 555 anos de existência, numa data carregada de simbolismo que assinala mais de meio milénio de identidade, património, tradição e comunidade.
Ao longo de três dias, as comemorações reunirão cultura, música, património, etnografia, história e participação comunitária, convidando toda a população e visitantes a associarem-se à celebração de um marco histórico ímpar na vida da freguesia. “Celebrar 555 anos de Moncarapacho é celebrar gerações de homens e mulheres que construíram esta terra, preservaram a sua identidade e transmitiram o seu legado. Estas comemorações pretendem ser um momento de encontro entre a história e o futuro, envolvendo toda a comunidade numa homenagem ao património, às coletividades e às pessoas que fazem de Moncarapacho uma terra única. Mais do que assinalar uma data, estas festividades pretendem afirmar o orgulho de ser moncarapachense e reforçar a valorização da história, identidade e património, de uma das mais antigas freguesias do Algarve”, refere Jorge Pereira, presidente da Freguesia de Moncarapacho.
Organizadas pela Freguesia de Moncarapacho com o apoio do Município de Olhão, as festividades começam às 18h de sexta-feira (dia 19) com a abertura, no edifício antigo da Junta de Freguesia, de uma exposição dedicada ao Rancho Folclórico de Moncarapacho, e prosseguem com atos solenes na Praça Major João Xavier de Castanheda (Largo da Junta de Freguesia): hastear da bandeira ao som do Hino Nacional, pela Branda Filarmónica 1.º Dezembro de Moncarapacho e pelas vozes de Pedro Viola e Teresa Viola, uma homenagem a antigos presidentes e cidadãos da freguesia, e a leitura do histórico discurso de Cristóvão Norte no Parlamento em 20 de junho de 1991 sobre a elevação de Moncarapacho a vila. O dia termina com um concerto (21h45) da Banda Filarmónica 1.º de Dezembro de Moncarapacho.
No sábado, dia 20, honra-se o património e a tradição, com o foco na riqueza cultural local, iniciando-se no Mercado com uma demonstração etnográfica do Rancho Folclórico de Moncarapacho. Um dos pontos altos será a reabertura da Casa-Museu Dr. José Fernandes Mascarenhas, seguida de um roteiro por vários espaços religiosos e culturais da vila. O programa inclui ainda a apresentação da obra «Moncarapacho – História e Património», de Francisco Lameira e Martina Del Rio, na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho, com início às 17h30. Na Praça Major João Xavier de Castanheda, a noite traz o som clássico e angelical da harpa de Helena Madeira (21h45) e a energia do rock da Beira Mar Band (23h15).
Domingo, dia 21, arranca com o 5.º Passeio de Carros Clássicos de Moncarapacho (9h30) e após uma Missa de Ação de Graças (12h) na Igreja Matriz, a tarde será dedicada a um debate sobre os desafios e oportunidades do património local (16h), em colaboração com a APOS, e ao teatro com o grupo AlmaMonca (17h30), na Santa Casa da Misericórdia de Moncarapacho. O encerramento das festividades estará a cargo do Agrupamento de Música de Câmara da Orquestra do Algarve, num concerto (19h) na Igreja Matriz, integrado no Ciclo APOS e no âmbito do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão.
