De 29 a 31 de maio, o Município de Monchique organizou mais uma edição do «Vamos à Vila», com algumas artérias a serem fechadas, não só para acolher o evento, mas também para mudar o ritmo e levar o visitante a explorar as principais zonas, cantos e recantos, e para que a praça pública se tornasse num local de festa e celebração das tradições. “Quisemos destacar a genuinidade associada aos produtos locais e deixá-la falar só por si, e realçar as vivências rurais, para que resultem num arquivo afetivo para guardar e preservar. Um olhar retrospetivo onde se pretendeu criar uma ligação entre a comunidade e diversos agentes da sociedade civil, numa reunião de saberes, em prol de uma identidade”, explicou Paulo Alves, presidente da Câmara Municipal de Monchique.

A edição de 2026 trouxe consigo muita animação, com Tiago Bettencourt a inaugurar o programa, no dia 29, com um concerto no Parque da Vila. No dia 30 subiram ao palco os sons cabo-verdianos com Homero Fonseca e o tradicional concerto na Igreja Matriz teve lugar, no dia 31 de maio, com Fábia Rebordão. E, durante os três dias do evento, a animação foi, de facto, uma constante, com atuações diversas, numa multiplicidade de sons.

O próprio evento apresentou-se de cara lavada, com novas zonas de estar, esplanadas e zonas de sombra e com maior diversidade de tasquinhas. Na perspetiva de complementaridade entre territórios, o «Vamos à Vila» recebeu o Município de Lajes das Flores e o Município de Ribeiro Grande, Santo Antão, num intercâmbio de sabores, cultura e animação. “O «Vamos à Vila» tem vindo a afirmar-se no panorama local e regional, tornando-se numa imagem de marca do concelho e num catalisador de identidade, turismo e economia. Funciona como uma âncora promocional, atraindo visitantes, projetando o território a nível regional e promovendo o orgulho e a coesão da comunidade local”, destacou Paulo Alves.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Jorge Gomes

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