Um importante passo para a concretização do projeto MUSA – Musealização dos Achados Arqueológicos do Fundo do Rio Arade foi concretizado, no dia 15 de maio, no Museu de Portimão, com a assinatura do protocolo que envolve os Municípios de Portimão e de Lagoa, o Património Cultural, I.P. – Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

Financiado pelo Programa Regional ALGARVE 2030, o MUSA representa um investimento de 3,4 milhões de euros e terá como objetivo principal a investigação, preservação e musealização dos achados submersos identificados no leito do Rio Arade, território situado nos concelhos de Portimão e de Lagoa. Para além de novas sondagens, investigação e da conservação dos achados já existentes e futuros, o projeto integrará também novos núcleos museológicos nos dois concelhos e uma reserva arqueológica subaquática visitável.

A cerimónia foi presidida por Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, que referiu que este projeto “não se limita a intervir sobre achados arqueológicos e respetivos contextos, mas cria condições para transformar conhecimento científico em património acessível, partilhado e integrado na vida cultural da região e do país”. Durante a sessão ficou, aliás, patente de forma clara a diferenciação do MUSA, pela abordagem integrada que prevê, dimensão de inovação metodológica, que procura consolidar modelos de gestão integrada do património cultural submerso e reforçar a articulação entre investigação científica, conservação patrimonial e desenvolvimento regional, mas também pelo potencial cultural, formativo e identitário, pelo registo, estudo e conservação do património do rio e sua posterior exposição ao público.

A intensidade e volume das dragagens nas décadas entre 1960 e 1990 tiveram um grande impacto nos achados que o rio guardava. “Foi um período em que se destruiu muita coisa”, começou por enquadrar Isabel Soares, chefe de Divisão de Museus e Património do Museu de Portimão. Só que esta realidade permitiu também que se percebesse que havia muita riqueza patrimonial no rio, o que levou “à preocupação de salvaguardar, estudar, valorizar e musealizar estes achados”. “E é aqui que se enquadra o projeto MUSA”, afirmou.

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Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina

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