Multiplicidade, Contraforça, Dupla Cidadania, Junção de Opostos, Incandescência, Encantamento, Símbolo: palavras e conceitos que ocupam os processos de criação percorridos por Vera Mantero e os seus cúmplices desde 2021, em trabalhos onde se criam fricções entre diferentes categorias que nos colocam no limiar do inconsciente, permitindo uma quase entrada no mundo dos sonhos.
No dia 5 de junho, o Cineteatro Louletano, em Loulé, assistiu a C.C. (Crematística e Contraforça), espetáculo que olha para a Amazónia e confronta-se com a crematística desenfreada que rodeia esta e outras terras indígenas. Figuras abstratas e símbolos cruzam-se com ações do dia a dia. Corpos transmutam-se no cruzamento com objetos e com a palavra poética. “Nestes cruzamentos e contraforças ensaia-se a nossa capacidade de mudança, a tradução de uma energia destrutiva em energia de abertura e despojamento, pontos fulcrais presentes no espetáculo”, descreve Vera Mantero.
Com Direção Artística, Cocriação e Interpretação de Vera Mantero, C.C. (Crematística e Contraforça) tem Cocriação e Interpretação de Henrique Furtado Vieira, Francisca Pinto, Joana Manaças, Paulo Quedas e Teresa Silva (substituída nesta apresentação por Francisca Pinto). A produção é de O Rumo do Fumo, sendo a coprodução repartida pelo DDD – Festival Dias da Dança, Culturgest, Cineteatro Louletano, Teatro Académico de Gil Vicente e O Rumo do Fumo, com Coprodução em Residência de O Espaço do Tempo. Vera Mantero & Cúmplices agradecem ainda à Mala Voadora, Teatro Praga, Teatro do Bairro Alto.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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