O 22.º Festival MED foi, como era de esperar, um marco da world music na Europa, transformando o Centro Histórico de Loulé num ponto de encontro intercultural vibrante entre 25 e 28 de junho.

O evento organizado pela Câmara Municipal de Loulé reuniu artistas de 30 nacionalidades distintas em mais de 50 concertos distribuídos por cinco palcos principais (Matriz, Cerca, Chafariz, Castelo e Hammam), numa edição que, como já é apanágio, voltou a contar com estreias absolutas de países como a Bielorrússia. O alinhamento juntou lendas vivas e novas tendências da música global, com grandes nomes como Goran Bregovic, Salif Keita, Tiken Jah Fakoly, Groundation, Seun Kuti & The Egypt 80, Orchestra Baobab, Natacha Atlas, Bonga e Asian Dub Foundation, mas também artistas lusófonos como Vitorino, Arnaldo Antunes, Tulipa Ruiz, Lura e Expresso Transatlântico.

Novidade foi o MED Lounge, uma zona de descompressão sensorial focada na vertente eletrónica da world music, contando com a residência diária de Sylva Drums e sets de DJs como Bruno Zarra e Di Venitto. O espaço de restauração e street food foi aumentado e criou-se uma nova entrada perto do Largo de S. Francisco para melhorar o fluxo de visitantes. O emblemático Mercado Municipal de Loulé fez também parte da dinâmica artística diária, com atuações realizadas em parceria com o histórico Café Calcinha. Além dos palcos principais, o festival também teve cinema, literatura, artes plásticas, poesia e artesanato local.

Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina e Jorge Gomes

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