A consagrada escritora louletana Lídia Jorge foi distinguida com o Prémio Camões 2026. Atribuído por unanimidade pelo júri, o galardão literário mais importante e prestigiado de toda a Lusofonia reconhece o extraordinário contributo da autora para o enriquecimento e projeção internacional do património literário e cultural da Língua Portuguesa.

Atribuído anualmente desde 1988, o Prémio Camões foi instituído com o objetivo de estreitar os laços culturais entre os vários países lusófonos e enriquecer o seu património literário e cultural, homenageando a sua maior voz, Luís Vaz de Camões. Lídia Jorge junta-se agora a outros grandes nomes vencedores do galardão, como Sophia de Mello Breyner Andresen, José Saramago, Jorge Amado, Pepetela ou Mia Couto.

Natural de Boliqueime, concelho de Loulé, a escritora consolidou-se como uma das vozes mais marcantes da literatura contemporânea do pós-25 de Abril. A atribuição do Prémio Camões surge no seguimento de um percurso ascendente de aclamação global e celebra, de forma justa, uma escrita profundamente humanista, que aborda temas universais como a identidade, a memória, a liberdade e a condição humana ou ainda o papel da Mulher. “Lídia Jorge tem levado a alma algarvia e a identidade louletana aos quatro cantos do mundo, através de uma obra intemporal e amplamente reconhecida. Este Prémio Camões não honra apenas a sua excelência, mas eleva também o nome de Loulé no panorama da cultura mundial, no preciso momento em que a escritora assume o papel de Patrona da nossa candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028. É um dia histórico para a nossa terra”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

A relevância do Prémio Camões junta-se a uma imensa e prestigiada lista de distinções que a autora acumulou ao longo da sua carreira. Só nos últimos meses, Lídia Jorge foi galardoada com o Prémio Pessoa 2025, o Prémio Estatal Austríaco de Literatura Europeia 2026 e a Medalha de Mérito Cultural entregue pelo Governo português na sua terra natal. O seu aclamado romance «Misericórdia» (2022) venceu igualmente o prémio francês Médicis Étranger e o Grande Prémio de Romance e Novela da APE. Do seu currículo contam-se ainda o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura, o Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia e o Prémio Literário Vergílio Ferreira.

O Município de Loulé reafirma que continuará a promover e a apoiar a divulgação do legado literário de Lídia Jorge, cuja obra, iniciada em 1980 com «O Dia dos Prodígios», permanece uma referência cultural e cívica inestimável.