A maior e mais prestigiante exposição de fotojornalismo do mundo regressa à antiga Lota para mostrar a restrita seleção de imagens premiadas. Com inauguração marcada para dia 10 de agosto, às 18h, Portimão é, mais uma vez, a primeira cidade portuguesa a receber a World Press Photo (WPPh) composta por quatro dezenas de fotografias que retratam acontecimentos com impacto decorridos em 2025.
Resultante do concurso promovido anualmente pela World Press Photo Foundation, o conjunto de imagens vencedoras pode ser apreciado, até 30 de agosto, neste edifício à beira-rio, sendo um dos vários eventos de dimensão internacional integrados na agenda cultural «É Verão, é Portimão», da Câmara Municipal de Portimão. Com curadoria da Associação Cultural Música XXI e apoio do Município de Portimão, a 69.ª World Press Photo vai revelar, nesta cidade algarvia, as imagens que retratam de forma plural alguns dos acontecimentos mais impactantes do ano 2025. A separação de famílias migrantes nos Estados Unidos, a fome em Gaza, a longa luta por justiça das mulheres indígenas na Guatemala são apenas alguns dos temas centrais desta edição, por terem marcado e continuarem a marcar a atualidade mundial.
Portimão vai dar a conhecer, pela primeira vez em Portugal, as 42 fotografias vencedoras da 69.ª edição da WPPh, selecionadas de entre um total de 57 mil e 376 imagens apresentadas a concurso por 3 mil e 747 fotógrafos de 141 países. A seleção que estará patente convida os visitantes a conhecer histórias que se desenrolam no mundo muito para além do tradicional ciclo noticioso e que se destacam num cenário político e mediático em rápida transformação, como foi o de 2025. Muitas delas representam a luta e o desafio, mas também o calor humano e a coragem. As 42 premiadas foram selecionadas de entre mais de 57 mil candidatas por um júri internacional independente que teve em conta critérios como a qualidade visual e o compromisso com a representação diversificada.
A fotografia vencedora foi captada pela norte-americana Carol Guzy no dia 26 de agosto de 2025, no edifício federal Jacob K. Javits, em Nova Iorque, um dos poucos espaços onde foi permitida a presença de fotógrafos. Um ano depois de ter sido captada, estará em exposição em Portimão, mostrando o momento em que Luis, um migrante equatoriano, foi detido por agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE), após uma audiência no Tribunal de Imigração. Segundo revelaram os que lhe são mais próximos, não tinha registo criminal e era o único sustento do agregado familiar. A mulher, Cocha, e os três filhos do casal – de 7, 13 e 15 anos – ficaram mergulhados num profundo sofrimento, confrontados com dificuldades financeiras imediatas e um forte impacto emocional.
Passado um ano, esta é ainda uma das histórias que marca a realidade da imigração nos Estados Unidos da América e sobre a qual chegam relatos quase diários. Aliás, este tem sido um dos objetivos principais da Fundação. Ao longo dos anos, a World Press Photo consolidou-se como uma das mais prestigiadas exposições internacionais de fotojornalismo, dando a conhecer histórias que importam («Stories that Matter») com vista a promover a reflexão sobre os acontecimentos que marcam o mundo.
Para além de Portimão, fazem parte do itinerário da exposição World Press Photo 2026 dezenas de outras cidades como Nieuwe Kerk, em Amesterdão. Seguir-se-á Berlim, Roma, Barcelona, Viena, Sydney, Cidade do México e São Paulo. Em Portimão, com organização da Câmara Municipal e produção da Associação Cultural Música XXI, a mostra, com entrada gratuita, estará aberta ao público todos os dias, entre 10 e 30 de agosto, das 18h às 00h.
