Pela terceira vez na história, Portugal tem uma equipa na final de um Campeonato do Mundo de Seniores por Equipas. A seleção masculina de mais de 40 anos vai à procura de um inédito ouro, numa competição organizada pela Federação Portuguesa de Ténis sob a égide da World Tennis (ex-Federação Internacional de Ténis) que termina no dia 7 de agosto. O World Tennis Masters Tour World Team Championships de 2026 antecede o Mundial individual, igualmente nos escalões etários de +40 e +45, em ambos os géneros, em singulares, pares femininos, pares masculinos e mistos, que se disputa de 8 a 15 de agosto.
Este é o quinto ano consecutivo e o sexto nos últimos oito anos em que o Campeonato do Mundo de Seniores se disputa no Complexo de Ténis do Jamor e no Club Internacional de Foot-Ball (CIF) – agora também no Clube Escola de Ténis de Oeiras (CETO). A quarta vitória da semana para a equipa lusa +40 masculina garantiu a passagem à final do Campeonato do Mundo. Será o segundo conjunto a atingir a final em casa, depois das +35 femininas em 2024, e a segunda decisão para Fred Gil (ex-62 ATP) e o algarvio José Ricardo Nunes. Em 2021, em Umag, os dois portugueses estiveram na turma finalista de +35. Em ambos os casos, Portugal cedeu nas decisões dos títulos.
Para a história não se repetir, a seleção da casa vai ter de superar um adversário de respeito: a Espanha de Daniel Gimeno-Traver, 48.º em 2013 e finalista do ATP 250 de Casablanca em 2015, e Adrian Menendez-Maceiras, ex-111.º da hierarquia profissional masculina. Para chegar ao último dia da competição com esperanças de conquistar o troféu, Portugal derrotou hoje (quinta-feira) a sua congénere dos Estados Unidos da América por 2-1, mas o único ponto cedido ocorreu num par já sem implicações nas contas. Com honras novamente de Court Central do Jamor, o capitão Gonçalo Nicau, também ele algarvio, e a estrela Fred Gil, n. º1 mundial no ranking de +40 da World Tennis, venceram pela quarta vez sem perderem qualquer parcial.
Nicau bateu Phil Frayssinoux (ex-40.º de seniores) por 7-5 e 6-4, enquanto o finalista do Estoril Open em 2010 (ganhou a meia-final, um dos embates mais emblemáticos da história do ténis nacional, no palco da eliminatória desta quinta-feira), derrotou Rylan Rizza por 7-5 e 6-2, uma boa vitória sobre um jogador que ainda não tinha perdido qualquer set neste Mundial e vencera recentemente um torneio de categoria 700. No par, João Ferreira e José Ricardo Nunes saíram derrotados no duelo contra Darrin Cohen e Rylan Rizza com os parciais de 6-3 e 6-2.
Foto: Beatriz Ruivo
