A 30.ª edição do Festival da Sardinha, que se realizou de 4 a 9 de agosto, bateu todos os recordes de visitas, com os pórticos do evento a registarem 145 mil e 729 entradas em seis dias. O dia com maior afluência ao recinto foi no domingo, 9 de agosto, com o registo de 36 mil e 331 entradas, verificando-se o pico de permanência às 23h15, quando foram contabilizadas 20 mil e 95 pessoas, muitas das quais quiseram assistir ao concerto dos Xutos & Pontapés. O máximo anterior eram as 133 mil entradas registadas em 2024, e 110 mil em 2022.
A inauguração oficial contou com a presença, no dia 4 de agosto, de Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços. No Cais Gil Eanes, junto ao Jardim Visconde Bivar, teve lugar o alar da rede na traineira Portugal I, seguindo-se depois a arruada até ao recinto do certame, acompanhada pela Banda da Sociedade Filarmónica Portimonense e pela Fanfarra dos Bombeiros de Portimão.
No Festival não faltou a boa sardinha assada no prato e no pão, que voltou a ser assegurada no recinto pelas associações locais Boa Esperança Atlético Clube Portimonense, Clube Desportivo e Recreativo da Pedra Mourinha, Clube União Portimonense, GEJUPCE – Gil Eanes Juventude Portimonense Clube e Grupo Desportivo e Recreativo Alvorense. Esteve também disponível nestes espaços o «Prato Festival», que incluía cinco sardinhas assadas, pão, batata cozida e salada à algarvia. Aos visitantes que procuravam alternativas à sardinha assada, estas coletividades e a zona de expositores garantiram ainda vários menus e propostas, com petiscos, doçaria variada e os melhores produtos que o sector agroalimentar regional tem para oferecer. Fora do recinto oficial, a sardinha assada pôde ainda ser apreciada em nove restaurantes parceiros, como A Ponte, Dona Barca, Forte e Feio, Retiro do Peixe Assado, Sereia, Peixarada, Teca de Sardinha, Ú Venâncio e Zizá.
Durante os seis dias do principal evento gastronómico do Algarve, e um dos mais emblemáticos do país, foram consumidos 2 mil e 515 quilos de sardinha, confecionados pelas cinco coletividades do concelho que marcaram presença no recinto. Estes números não contabilizam os largos milhares de pessoas que frequentaram os restaurantes aderentes e os diversos espaços de animação espalhados por toda a zona ribeirinha da cidade, como o Petinga Park e o palco Música no Jardim.
Saliente-se ainda o facto de que, desde 2022, o Festival é um evento sustentável. Segundo dados apurados pela EMARP – Empresa Municipal de Água e Resíduos de Portimão, do total de 19 mil e 560 quilos de resíduos produzidos nesta edição, 10 mil e 740 quilos foram encaminhados para valorização e reciclagem — uma taxa de 55 por cento —, voltando a entrar no sistema circular de produção 8 mil e 600 quilos de resíduos orgânicos, 1.160 quilos de vidro, 520 quilos de embalagens de plástico e metal e 460 quilos de papel e cartão. Para o aterro seguiram 8 mil e 820 quilos de indiferenciados. “Chegámos à 30.ª edição com o melhor resultado de sempre. Estes números são das coletividades, dos expositores e de todos os que trabalharam no Festival. Após trinta anos, o Festival continua a ser feito pelas pessoas de Portimão. Foi também a edição em que mais resíduos encaminhámos para reciclagem, mais de metade do total. Crescer e ser sustentável não são coisas incompatíveis. É assim que queremos continuar”, declarou o Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.
O Festival da Sardinha regressará em 2027 à zona ribeirinha de Portimão, realizando-se de 3 a 8 de agosto.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Daniel Pina
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