No âmbito do 136.º aniversário de São Sebastião, uma das duas freguesias da cidade de Loulé, foi inaugurado, no dia 13 de agosto, um elemento escultórico no caminho junto à estação de comboios Loulé/Praia de Quarteira. A imagem de uma locomotiva, da autoria de Francisco José, empresário do concelho na área do design e grafismo, pretende não só valorizar o espaço público através de um elemento de carácter artístico e cultural junto a um dos principais pontos de mobilidade do concelho, mas também reforçar a identidade do território e a sua história. “O trabalho de uma junta de freguesia tem que responder às necessidades da população, ser intermediário entre as pessoas e a Câmara Municipal, mas também passa, por vezes, por dar um «miminho», algo que traga orgulho aos nossos fregueses”, disse Analídio Ponte, presidente da Junta de Freguesia de S. Sebastião.
No ano em que se celebram 137 anos desde que foi inaugurada a Linha do Algarve, este elemento pretende remeter para a imagem do primeiro comboio a chegar a Loulé, partindo do Barreiro, a 1 de julho de 1889, um momento de viragem no desenvolvimento da região. “Foi um desafio dado o pouco tempo de execução que tivemos, mas tentámos dar o nosso melhor e conseguimos fazer algo que dá nas vistas. Espero que o cidadão seja um vigilante contra o vandalismo que não conseguimos controlar”, afirmou o autor da obra, Francisco José.
O presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto realçou a importância da chegada do caminhos-de-ferro e a centralidade que trouxe a Loulé, mexendo desde logo com a economia da região e do concelho, em finais do século XIX, por exemplo com o transporte dos cereais e farinhas destinados aos moinhos e às padarias. Uma ferrovia que foi, desde a sua génese, marcada por algumas polémicas dada a distância do centro da cidade. Mas, apesar das mudanças dos tempos, o autarca lembrou que a mobilidade continua a ser um dos problemas do Algarve, notando que há ainda muitos locais da região onde ainda hoje não chegam os transportes públicos. “Precisamos de comboios, autocarros e outros meios que se complementem, que sirvam quem vive, trabalha e visita esta região ao longo de todo o ano”, sublinhou Telmo Pinto.
