A recriação da Descarga da Sardinha marcou o arranque, no dia 4 de agosto, no Cais Gil Eanes, do 30.º Festival da Sardinha, levando novamente a população à zona ribeirinha para reviver o ambiente da antiga faina piscatória.
Promovida desde 2019 pela Câmara Municipal de Portimão, através do Museu de Portimão, esta experiência aproxima a população de uma vivência autêntica e envolvente, profundamente ligada à identidade portimonense, tendo recebido, em 2020, uma menção honrosa da APOM – Associação Portuguesa de Museologia, na categoria «Inovação e Criatividade». A recriação contou com cerca de 80 figurantes que deram vida às personagens típicas da época, recriando o quotidiano da antiga lota.
No dia 4 de agosto foram, então, evocadas as atividades da antiga lota e da pesca do cerco, desde a chegada das traineiras carregadas de sardinha, anunciadas pela sirene, passando pela venda do «peixe da companha», pelo leilão «à boca» e pela descarga do pescado, marcada pela intensa azáfama dos descarregadores, compradores, curiosos e crianças que tentavam furtar algumas sardinhas. A recriação voltou igualmente a integrar o «Alar da Rede», ao som do canto de trabalho do «Arribalé», mostrando a forma como a rede era puxada para bordo pela tripulação, numa atividade baseada no trabalho de campo de Michel Giacometti. O momento contou com a participação da comunidade e da tripulação do «Travesso».
Para esta edição foram utilizados 600 quilos de sardinha fresca, oferecida pela Docapesca – Portos e Lotas S.A., repartida pelas embarcações «Arrifana», «Portugal Jovem» e «Travesso», todas ainda em atividade.
Texto: Daniel Pina | Fotografia: Filipe da Palma/Município de Portimão
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