Yolanda Hopkins alcançou, no dia 13 de agosto, o 3.º lugar do Tahiti Pro, sétima etapa do circuito mundial da World Surf League de 2026, que se disputou nos temidos tubos de Teahupoo. Este foi o melhor resultado de Yolanda na temporada e também da carreira em etapas do World Tour.
Após ter alcançado a qualificação para os quartos-de-final na véspera, que lhe permitiu chegar a essa fase pela primeira vez na temporada e igualar o melhor registo da carreira no Tour, depois de ter sido 5.ª classificada em Peniche, em 2023, enquanto wildcard, a surfista algarvia, de 28 anos, chegou muito motivada ao dia final da etapa taitiana. Yolanda abriu as hostilidades com um triunfo no heat 4 dos quartos-de-final frente à norte-americana Caitlin Simmers, atual número 6 mundial. Com uma entrada forte na bateria, a portuguesa foi premiada com um tubo de 7,50 pontos, mesmo antes de ficar sozinha na bateria, depois de uma queda aparatosa ter deixado a campeã mundial de 2024 fora de combate. Com 12,33 pontos, contra 6,90 de Simmers, Yolanda carimbou a passagem às meias-finais e o melhor resultado da carreira no Tour.
No entanto, YoYo, como é carinhosamente tratada pelos seus pares no circuito, queria mais e não se cansou de frisar ao longo do campeonato que estava ali com o intuito de vencer e de se atirar com tudo a todas as ondas. Só que na segunda semifinal acabou por não se encontrar com os tubos, num duelo frente à Israelita Anat Lelior, que chegou a Teahupoo no 17.º posto do ranking.
Yolanda nunca encontrou a saída para a glória e terminou a disputa com apenas 3,43 pontos, contra 12,50 de Lelior, falhando o acesso a uma ainda mais histórica final. Ainda assim, a prestação de Yolanda em Teahupoo rendeu-lhe a subida do 20.º ao 17.º posto do ranking mundial feminino.
A próxima etapa do circuito mundial de 2026 vai acontecer nos tubos de Cloudbreak, Fiji, de 25 de agosto a 4 de setembro.
Foto: WSL/Dunbar
